MARCELO ANTONIO CESCA
Juiz federal aposentado e ex-procurador federal. Atuou na Justiça Federal do Paraná e do Distrito Federal e na Advocacia-Geral da União
Guerra e paz
Em meio a tantos conflitos mundo afora, como estamos nós, em nossa família?
23/03/2026
“Guerra e Paz” é um magnífico livro escrito pelo russo Liev Tolstói no ano de 1863, no contexto das guerras napoleônicas.
Este artigo não é sobre esse livro magistral.
O que almejo escrever neste momento é que toda guerra começa na mente de alguém. Ou seja, uma única pessoa é capaz de convencer a outras de que a guerra se faz necessária por esse ou aquele motivo. E até mesmo por motivo nenhum, ainda que em nome desse ou daquele Deus, eventualmente.
Neste momento em que há cerca de vinte conflitos beligerantes entre países mundo afora, como será que temos nos comportado aqui dentro do nosso Brasil, em nossas relações de família, de amizade, de trabalho e de comunidade em geral?
Diz-se que teremos mais uma eleição “polarizada”, ou seja, em que espectros ideológicos à extrema direita e à extrema esquerda se engalfinharão em debates políticos virulentos, muitas vezes cruzando a fronteira da verdade e com ataques abaixo da linha da cintura.
Como estudante Rosacruz, um dos textos públicos que mais me faz refletir se chama “Meditação pela Paz – Sou Responsável”, escrito por Ralph Maxwell Lewis, Imperator Emérito da Amorc.
Desse texto tão atual e profundo, colho duas passagens lapidares:
“Sou responsável pela guerra... quando menosprezo as opiniões alheias que diferem das minhas próprias.”
“Sou responsável pela paz... se concedo ao meu semelhante o direito pleno de se expressar, de acordo com seu próprio entendimento das verdades da vida.” (https://amorc.org.br/sou-responsavel).
Quem de nós concede ao seu cônjuge, aos seus parentes, aos seus sócios, aos seus colegas de trabalho, aos seus amigos e até mesmo aos seus adversários o direito pleno de se expressar, de acordo com seu próprio entendimento das verdades da vida?
Eu ainda não atingi esse nível fraterno de convivência humana, por maiores que tenham sido meus esforços pessoais.
E você?
Seus pensamentos, palavras e ações são responsáveis pela guerra? Ou pela paz?
Meditemos...
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