MARCELO ANTONIO CESCA
Juiz federal aposentado e ex-procurador federal. Atuou na Justiça Federal do Paraná e do Distrito Federal e na Advocacia-Geral da União
O budismo Mahayana
A primeira escola mais conhecida do Budismo foi a linhagem Theravada
18/08/2026
Namastê é uma saudação de origem sânscrita, ligada à Índia, que significa “eu me inclino diante de você”, expressando respeito e reverência ao outroEstudar as grandes religiões e caminhos espirituais da humanidade faz parte da jornada de todo estudante Rosacruz.
Tenho especial apreço pelas linhagens orientais, a exemplo do Hinduísmo, do Confucionismo e do Budismo.
O Budismo não foi uma “religião” criada por Sidarta Gautama, o Buda, que significa “o Iluminado”. Aliás, a palavra “religião” deriva do latim “re-ligare” e é mais comumente utilizada por nós, ocidentais, ao passo que no Oriente o conhecimento é visto de modo mais indiviso, reunindo, a um só tempo, a espiritualidade, a filosofia e todas as demais formas de apreensão da natureza e do ser humano.
A primeira escola mais conhecida do Budismo foi a linhagem Theravada. Nela, o estudante das Quatro Grandes Verdades e do Nobre Óctuplo Caminho almeja tornar-se um “arhat”, ou seja, uma pessoa que conseguiu se libertar do ciclo do Samsara (roda das reencarnações) e, ao iluminar-se, atinge o Nirvana e não mais precisa renascer neste mundo de tantos sofrimentos. Seus principais textos doutrinários foram redigidos em língua páli.
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Posteriormente surgiu a escola Mahayana, na qual o estudante budista dedica sua(s) vida(s) a atingir o estado de “Bodhisattava”. Ou seja, ele busca atingir a iluminação não apenas para libertar a si mesmo, mas também para retornar a esse plano material, sucessivas vezes, e auxiliar a todos os demais seres viventes a também obterem a libertação do sofrimento (“Duhkha”). Ou seja, eu me ilumino para depois conseguir auxiliar a todos os outros irmãos e irmãs a atingir a iluminação e a libertação final do sofrimento. É um trabalho e tanto, convenhamos.
Cada uma dessas duas grandes escolas budistas ramifica-se em diversas linhagens e escolas menores, assim como ocorre entre os Muçulmanos (xiitas e sunitas, por exemplo) e entre os Cristãos (católicos e protestantes, por exemplo).
No Budismo Mahayana, a noção de deidade é desnecessária, uma vez que os estudos se focam precipuamente na compreensão dos diversos estados mentais do ser humano. Para aqueles que, como eu, são fascinados pela compreensão da mente humana, há uma antiga e farta literatura a ser estudada.
Para quem desejar saber mais sobre o assunto, recomendo o canal “Jnana – Budismo Mahayana”, do Professor Doutor Bruno Carlucci, no You Tube. Recentemente tive o privilégio de conhecê-lo presencialmente em Brasília – DF e sempre aprendo muito com as palestras e orientações seguras dele.
Por fim, quaisquer que sejam suas crenças pessoais, lembre-se de que a ciência e a tecnologia avançam ao longo das eras, mas a mente humana e os problemas humanos seguem sendo exatamente os mesmos do homem dito “primitivo”. Namastê!
Todo mundo fala
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