Cesar Filho é só alegria com Pedro Moraes
03/08/2026
O ex-prefeito Cesar Silvestri Filho (PP) e o ex-assessor Legislativo Pelé foram os primeiros a aplaudir a decisão do vereador Pedro Moraes (MDB), que desistiu da pré-candidatura a deputado federal alegando, “com sinceridade”, estar convencido que não seria eleito.
Cesar Filho interpretou o óbvio: a desistência de Moraes beneficia diretamente Cristina Silvestri (PP), pré-candidata a federal, que fica com a um candidato a menos no páreo. Os Silvestri encorparam o discurso: só Cristina, segundo a família, tem condições de ser eleita – e quem corrobora isso é o atual presidente da Câmara Municipal de Guarapuava. Simples assim.
Santo de casa faz milagres
Enquanto Guarapuava caminha por essa onda “deprê”, de negativismo, sobre a dificuldade de eleger seus candidatos, Ponta Grossa segue no caminho inverso. Pessoas da comunidade – com CPF e CNPJ na praça – lançaram o projeto “Santo de casa faz milagre”, chamando voto para os representantes locais e valorizando o debate em torno das necessidades de Ponta Grossa.
Baitala se fortalece
Vereador Paulo Lima (PP) integrando a Gestão Baitala (secretário do Meio Ambiente) e o suplente Élcio Melhem também alinhado com a gestão municipal, quem perde é a Família Silvestri. Ambos já estavam na cota de Cesar Filho como potenciais cabo-eleitorais. E não estão mais. A base do prefeito Baitala no Legislativo fica mais forte e segura.
Eleições na Câmara
Nos bastidores da Câmara Municipal de Guarapuava, aumenta a fervura das eleições para a presidência da Casa. O calendário já decretou o fim da atual gestão: até outubro não se fala em outra coisa, é só eleição geral; aí vem novembro e dezembro, com o pleito legislativo. O próximo presidente tem um papel relevante a executar: equilíbrio na gestão legislativa.
PT inteiro
A escolha de Dr. Rosinha (e da suplente Cris Wainer, vereadora em Guarapuava) não foi para atender a “extrema-esquerda” petista com um candidato ao Senado. Foi para contemplar todo o partido, evitando que o segundo voto (o primeiro é de Gleisi Hoffmann) vá para candidatos da direita.
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A conta desconexa de Pedro Moraes
A justificativa do vereador Pedro Moraes (MDB) para sua desistência como pré-candidato a deputado federal desafia a lógica de todas as escolas políticas. Disse ele que não será candidato por estar certo de que não seria eleito – e culpou o número de candidatos que, a seu ver, está acima da capacidade do colégio eleitoral de Guarapuava (perto de 134.000).
O jogo democrático
Há falta de racionalidade na aritmética do atual presidente da Câmara Municipal de Guarapuava. Trata-se de uma disputa eleitoral, onde vários postulantes se apresentam ao eleitorado, e não de um plebiscito. Pelo raciocínio (ilógico) de Moraes, um candidato só se lança se tiver certeza plena de vitória, postura improvável nos tempos contemporâneos, onde republicanismo é palavra-chave. Leia-se: a disputa é salutar para a democracia, é o jogo de ideias, de propostas, de posicionamentos. Não precisa dizer que vitória eleitoral é uma construção, composições, narrativas, convencimentos – se entrarmos nessa análise, vamos longe demais...
Lições a aprender
Pedro Moraes poderia aprender com o presidente Lula, que disputou e perdeu três eleições presidenciais antes de ganhar a primeira, em 2002. Ícones da política brasileira como Ulisses Guimarães, Leonel Brizola, Rui Barbosa e o próprio Tancredo Neves (que chegou a ser indicado presidente por colégio eleitoral), todos foram candidatos a presidente e nunca se elegeram. Mas, ao se candidatarem, prestaram um serviço à Nação com ideias, estatura política, hombridade, uma contribuição imensurável para a construção do Estado Democrático de Direito.
A conta não é essa
Não tem nexo causal a comparação que Pedro Moraes faz com o número de eleitores de Guarapuava e o coeficiente de legenda para uma cadeira na Câmara Federal. O “cálculo” que o atual presidente da Câmara faz é que Guarapuava tem 134.000 eleitores, e o necessário, para um partido assegurar uma cadeira (quociente eleitoral) para deputado federal, é de aproximadamente 210.000 votos. Sabidamente, não é esta a matemática eleitoral (a conta é feita com base no total de votos dos partidos e a votação individual dos candidatos). Pela cartilha de Pedro Moraes, Guarapuava só elege um federal quando tiver mais de 200.000 eleitores. É possível imaginar quanto tempo isso vai levar?
Exemplo caseiro
Por exemplo: Cezar Silvestri, o último deputado federal por Guarapuava, foi eleito em 2012 com 87.586 votos, parte obtida em outros municípios. Há casos de deputados federais eleitos com menos de 10.000 votos, puxados por um candidato que estourou a votação, ou de um partido com um único eleito e suplentes, com poucos votos, que podem assumir se o titular deixar o cargo. É assim que funciona o sistema eleitoral.
Fica como está
Pedro Moraes começou sua pré-campanha dizendo que “Guarapuava tem pressa”, porque estava há 13 anos sem representação na Câmara dos Deputados Federais, sugerindo que era hora de reverter esse cenário de prejuízos. Agora, em sua justificativa de desistência, Pedro Moraes fala em “sinceridade”, mas a consequência de sua atitude já é conhecida: se depender dele, Guarapuava continuará sem deputado ou deputada federal.
Há controvérsias?
E o ex vice-prefeito Samuel Ribas, ao se declarar pré-candidato, vai aprontar o quê desta vez?
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