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Morre o menino de 9 anos atingido pelo tio com tiro na cabeça

Matheus estava internado em Ponta Grossa desde sábado (19); tio de 19 anos afirmou à polícia que manuseava um revólver quando ocorreu o disparo

21/09/2026
Matheus chegou a ser transferido para Ponta Grossa, mas não resistiu à gravidade do ferimento. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do disparo e a origem da armaMatheus chegou a ser transferido para Ponta Grossa, mas não resistiu à gravidade do ferimento. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do disparo e a origem da arma

O menino Matheus, de 9 anos, morreu na noite desta segunda-feira (21), dois dias depois de ser atingido por um tiro na cabeça no bairro Boqueirão, em Guarapuava. A criança chegou a ser transferida para um hospital universitário em Ponta Grossa, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.

As informações foram divulgadas no final da noite desta segunda-feira pelo Portal RSN.

O disparo ocorreu na tarde de sábado (19). Conforme o relato do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Matheus sofreu uma lesão grave no crânio. O quadro exigiu intervenção imediata da equipe médica, incluindo ventilação mecânica.

Inicialmente, o menino foi encaminhado ao Hospital São Vicente de Paulo, em Guarapuava. Diante da complexidade do caso, acabou transferido para uma unidade hospitalar de referência em Ponta Grossa, onde permaneceu internado até a confirmação da morte.

Tio relatou disparo acidental

No local da ocorrência, a Polícia Militar abordou um jovem de 19 anos, que se apresentou como tio da criança. Segundo o registro policial, ele admitiu que manuseava um revólver calibre 32, mantido irregularmente, quando aconteceu o disparo.

O jovem também relatou que deixou a arma cair após o tiro. Um amigo que estava no local teria recolhido o revólver e fugido. A arma não foi localizada naquele momento.

Durante a revista pessoal, os policiais encontraram com o rapaz uma cápsula de calibre 32. Diante dos elementos levantados, ele recebeu voz de prisão e foi encaminhado para os procedimentos legais.

A dinâmica do episódio e as responsabilidades dos envolvidos deverão ser esclarecidas pela investigação. A classificação do disparo como acidental parte do relato apresentado às autoridades e ainda depende da apuração policial.

Escola mobilizou corrente de orações

Horas antes da confirmação da morte, a Escola Municipal Hipólyta Nunes de Oliveira havia publicado uma mensagem pedindo orações pela recuperação do aluno.

A instituição descreveu Matheus como um menino estudioso, inteligente e carinhoso, além de apaixonado por futebol. A comunidade escolar também recordou o sorriso e a alegria da criança.

Até a publicação desta reportagem, não haviam sido divulgadas informações sobre o velório e o sepultamento.

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