Região de Guarapuava em estado de alerta para chuvas e ventos intensos nesta 6ª feira
Em outros municípios, temporais causaram deslizamentos, destelhamentos, alagamentos e danos em escolas e lavouras
11/09/2026
Chuvas deixam três mortos, provocam tornados e afetam 583 pessoas no Paraná; mais de 22 mil imóveis ficaram sem energia elétricaA região de Guarapuava está numa rota de tempestades e tornados, o que deixa a população ainda mais apreesiva para o "alerta vermelho" desta sexta-feira (11). O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil estão em alerta geral e a recomendação é ficar o máximo possível sob proteção em áreas cobertas e seguras.
Os temporais que atingiram o Paraná entre quarta-feira (9) e quinta-feira (10) deixaram três pessoas mortas, afetaram ao menos 583 moradores de 11 municípios e provocaram dois tornados. O episódio mais grave ocorreu em Ponta Grossa, onde um casal de 21 anos e o filho de 5 morreram soterrados depois que um barranco desabou sobre a residência da família, no bairro Ronda. A sequência de chuva intensa, granizo e vendavais também danificou casas, escolas, plantações, estradas e a rede elétrica.
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O deslizamento em Ponta Grossa ocorreu na manhã de quinta-feira. Terra, lama e escombros atingiram um dos quartos, derrubaram uma parede e parte do telhado. As três vítimas estavam no mesmo cômodo e foram encontradas sem vida. A área precisou ser isolada devido ao risco de novos desmoronamentos.
Dez bombeiros e cinco viaturas participaram do resgate, com apoio do Samu, das forças de segurança e da Defesa Civil. Leia mais sobre o atendimento em Ponta Grossa.
Tornados atingem duas cidades
O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmou tornados em Francisco Alves, no Noroeste, e em Espigão Alto do Iguaçu, no Centro-Sul. O primeiro fenômeno ocorreu no fim da tarde de quarta-feira e foi formado por uma supercélula – tempestade organizada com movimento de rotação, capaz de produzir ventos destrutivos, granizo e tornados.
Em Francisco Alves, o fenômeno atingiu principalmente a área rural e foi acompanhado por uma forte queda de granizo. Os dados disponíveis ainda não permitiram classificar a intensidade do tornado.
O segundo tornado passou por Espigão Alto do Iguaçu por volta das 0h40 de quinta-feira. Aproximadamente 500 pessoas foram afetadas, sobretudo no distrito de Boa Vista de São Roque. As escolas municipal Li Carlos Passaia e estadual Pedro Rufino sofreram danos, assim como lavouras, imóveis e trechos da vegetação.
Árvores foram derrubadas na PR-473, dificultando a circulação de veículos. Apesar da destruição, não houve confirmação de pessoas feridas nos dois municípios atingidos pelos tornados. O balanço inicial contabilizou 583 afetados em 11 cidades.
Alagamentos e falta de energia
As chuvas também provocaram alagamentos, enxurradas, quedas de árvores e destelhamentos em diferentes regiões do estado. Na Grande Curitiba e no Litoral, aproximadamente 7.500 imóveis ficaram sem eletricidade. Em todo o Paraná, mais de 22,9 mil unidades consumidoras chegaram a permanecer sem energia, segundo a Copel. Equipes foram mobilizadas para reparar a rede danificada.
Em Curitiba, o volume de chuva chegou a 57,6 milímetros em 12 horas, com registros de ruas tomadas pela água e risco de transbordamento de córregos, principalmente na região do Caximba.
Centro-Sul permanece sob atenção
A instabilidade foi provocada pela combinação de uma frente fria, áreas de baixa pressão e a formação de um ciclone extratropical. Esse cenário favoreceu a criação de supercélulas, com potencial para chuva concentrada, granizo, rajadas acima de 90 km/h e novos tornados.
A Defesa Civil manteve o Paraná sob atenção diante da possibilidade de novos temporais. Em Guarapuava e no Centro-Sul, a previsão indicava acumulados superiores a 100 milímetros até sexta-feira (11), além de ventania e granizo.
A orientação é evitar árvores, placas, postes e estruturas metálicas durante os temporais. Em áreas com risco de alagamento ou deslizamento, os moradores devem procurar um local seguro. Emergências podem ser comunicadas à Defesa Civil pelo telefone 199 e ao Corpo de Bombeiros pelo 193.
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