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Reclamações contra a Copel mais que dobram em um ano e produtores rurais relatam prejuízos no Paraná

Registros na Aneel cresceram 110,4% em 12 meses; FAEP afirma que quedas, oscilações e demora no restabelecimento de energia afetam propriedades rurais

26/09/2026
Quedas e oscilações de energia afetam a produção no campo e elevam gastos com geradores. Produtores cobram melhorias no fornecimento e mais agilidade no atendimentoQuedas e oscilações de energia afetam a produção no campo e elevam gastos com geradores. Produtores cobram melhorias no fornecimento e mais agilidade no atendimento

As reclamações contra a Copel registradas na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mais que dobraram em um ano. Entre setembro de 2025 e agosto de 2026, foram 6.051 queixas, crescimento de 110,4% em relação aos 12 meses anteriores.

Segundo levantamento divulgado pelo Sistema FAEP, com base no Informativo de Ouvidoria Setorial da Aneel, a Copel teve o quarto maior aumento de reclamações entre 51 distribuidoras avaliadas no país. Em números absolutos, ficou na décima posição.

A situação preocupa especialmente o setor agropecuário. Produtores relatam interrupções frequentes, oscilações de tensão e demora para o restabelecimento da energia, problemas que podem comprometer ordenha, resfriamento de leite, abastecimento de água e criação de aves, suínos e peixes.

No Centro-Sul do Paraná, um dos relatos vem de Espigão Alto do Iguaçu. O produtor de leite Meysson Vetorello afirma que investiu em ordenha robotizada, mas enfrenta problemas de tensão na rede trifásica. Segundo ele, no fim da tarde é necessário acionar o gerador porque a tensão fica abaixo do necessário para o funcionamento dos equipamentos.

O produtor afirma que o gasto adicional prejudica o retorno dos investimentos em automação.

O Sistema FAEP também cita relatos em Marechal Cândido Rondon, Coronel Vivida e Tibagi. Há produtores que dizem recorrer a geradores várias vezes por semana e outros que relatam períodos de vários dias sem fornecimento.

Em julho, a FAEP encaminhou representações ao Ministério Público do Paraná e ao Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, pedindo apuração sobre a qualidade do serviço e os investimentos realizados pela concessionária.

A entidade também questionou o reajuste tarifário da Copel. Desde 24 de junho, segundo a FAEP, a tarifa teve aumento de 20,51%.

Para o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, o avanço das reclamações reforça a necessidade de melhorias no atendimento, principalmente nas áreas rurais.

A orientação aos consumidores é registrar cada ocorrência junto à Copel e guardar os números dos protocolos. Caso o problema não seja solucionado pela concessionária, a reclamação pode ser encaminhada posteriormente à Aneel.

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