Megaoperação deixa três mortos e prende quatro em Guarapuava e Campina do Simão
Ação mobilizou 150 policiais para cumprir 23 mandados contra grupos investigados por tráfico, furtos, roubos e posse de armas
23/09/2026
Lucas Camilo, do município de Campina do Simão, é um dos mortos no confronto com a Polícia. As outras duas vítimas são de bairros, de Guarapuava Uma megaoperação conjunta da Polícia Militar e da Polícia Civil terminou com três suspeitos mortos em confrontos e outros quatro presos na manhã desta quarta-feira (23), em Guarapuava e Campina do Simão. A ação, resultado de três meses de investigação, mobilizou 150 policiais para cumprir simultaneamente 23 mandados de busca e apreensão contra grupos investigados por tráfico de drogas, furtos, roubos e posse irregular de armas e munições.
Os confrontos ocorreram em três endereços distintos: nos bairros Morro Alto e Paz e Bem, em Guarapuava, e no município de Campina do Simão. Segundo as corporações, houve uma morte em cada local. As primeiras informações da PM indicaram dois mortos, mas, logo em seguida, foram atualizadas para três.
▪ Veja também
- Operação cumpre 23 mandados e deixa dois mortos em confrontos com a polícia em Guarapuava
- Quem estava com Rick no helicóptero e onde serão os velórios das vítimas
- Destroços de helicóptero com Rick são encontrados em Santa Catarina; cinco pessoas morreram
- Vídeo: câmeras flagram furto de celular em loja; mulher é detida no centro de Guarapuava
- Morre o menino de 9 anos atingido pelo tio com tiro na cabeça
Preso durante a operação conduzido à 14ª Subdivisão Policial de Guarapuava (Fotos: Lucas Polak RPC/G1 Campos Gerais)
Os mortos foram identificados como Sandro Júnior Lima, conhecido como “Xarada”, do Paz e Bem; Daniel dos Santos Freitas, o “Danielzinho”, do Morro Alto; e Lucas Camilo, chamado de “Quadrado”, de Campina do Simão. Eles tinham entre 25 e 30 anos.
As mortes decorreram de intervenções policiais, conforme a versão apresentada pelas forças de segurança. As circunstâncias de cada confronto deverão ser submetidas aos procedimentos de investigação, perícia e controle previstos para ocorrências com resultado fatal.
Armas e drogas apreendidas em Guarapuava e Campina do Simão
Operação mobilizou 50 viaturas e apoio aéreo
O efetivo foi dividido em 48 equipes táticas, com o emprego de 50 viaturas. A operação também contou com cães farejadores das equipes K9, apoio aéreo e unidades especializadas e regionais das duas corporações. Participaram, também, policiais militares e civis da área da 14ª e do 16⁰, além de equipes dos Campos Gerais.
O trabalho foi coordenado pelo 16º Batalhão da Polícia Militar e pela 14ª Subdivisão Policial de Guarapuava. O objetivo, segundo as instituições, era desarticular grupos que atuavam separadamente, além de localizar pontos utilizados para armazenamento de armas, munições, drogas e materiais de origem ilícita.
As investigações foram conduzidas durante aproximadamente três meses por setores de inteligência da Polícia Civil e da Polícia Militar. As informações reunidas nesse período embasaram os pedidos dos 23 mandados expedidos pelo Poder Judiciário.
Até a última atualização (11h10), o balanço disponível indicava quatro pessoas presas. As corporações ainda não haviam apresentado a relação completa de armas, drogas, munições e demais objetos apreendidos.
Delegado-chefe da 14ª SDP, Alysson de Souza, e o comandante do 16º BPM, Jakson Busnello: três meses de investigação
Durante entrevista coletiva, o delegado-chefe da 14ª SDP, Alysson Henrique de Souza, afirmou que a investigação identificou suspeitas relacionadas a diferentes modalidades criminosas.
Entre os delitos atribuídos aos alvos estão furtos de fiação elétrica, roubos, comércio de drogas e posse irregular de armas e munições.
Questionado sobre uma eventual ligação dos investigados com facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho, o delegado evitou confirmar a informação. Segundo ele, os elementos relacionados a esse ponto permanecem restritos ao processo judicial.
Alysson de Souza explicou que os grupos investigados não atuavam necessariamente sob uma única estrutura. Conforme a apuração policial, eram núcleos distintos, mas envolvidos em crimes que afetam diretamente a segurança dos moradores de Guarapuava e municípios da região.
Suspeito atirou contra os policiais, diz PM
O comandante do 16º BPM, tenente-coronel Jakson Busnello, afirmou que os confrontos não foram iniciados pelas equipes policiais. Segundo ele, os agentes são preparados para reagir diante de ameaças armadas.
“A iniciativa do confronto nunca parte da polícia. Nossas equipes são treinadas para a pronta reação”, declarou o comandante durante a coletiva.
Busnello informou ainda que, em uma das ocorrências, um dos suspeitos teria recebido os policiais a tiros. A corporação não havia detalhado, até a última atualização, a dinâmica individual dos outros dois confrontos.
A manhã foi de intensa movimentação na sede da 14ª SDP nesta quarta-feira. Além de uma forte guarnição policial em todos os acessos, no Batel, havia a presença de repórteres, advogados e familiares do presos e mortos.
Todo mundo fala
-
TEMPORegião de Guarapuava em estado de alerta para chuvas e ventos intensos nesta 6ª feira -
OBITUÁRIOMorre Altecir Fabiane, um dos fundadores do Grupo Anima em Guarapuava -
OBITUÁRIOComoção em Guarapuava: morre o empresário Joldmar Baroni Kuster, aos 53 anos -
TRMPOGranizo atinge sete comunidades e previsão indica mais temporal na região de Guarapuava

