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Indústria do Paraná cresce 1,2% em 12 meses e supera média nacional

Setores tradicionais sustentam avanço

09/12/2025

A produção industrial do Paraná avançou 1,2% nos 12 meses encerrados em outubro e superou o desempenho da indústria nacional, que cresceu 0,9% no período. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (9) pelo IBGE.

O resultado positivo foi impulsionado por segmentos tradicionais da economia paranaense. Papel e celulose avançou 4,8%; móveis, 12,6%; produtos químicos, 9,3%; máquinas e equipamentos, 8,4%; e veículos automotores, 3,5%. O bom desempenho compensou oscilações provocadas por fatores externos, como a taxação de produtos brasileiros pelos Estados Unidos.

De janeiro a outubro, a indústria do Estado subiu 0,9%, também acima da média do país (0,8%). No período, móveis cresceram 12,2%, produtos químicos, 9,5%, máquinas e equipamentos, 7%, e veículos automotores, 2,3%.

No recorte mensal, o Paraná registrou alta de 0,5% em outubro ante setembro, enquanto estados como Rio Grande do Sul (-5,7%), São Paulo (-1,2%) e Espírito Santo (-1,7%) tiveram queda. No país, o avanço foi de 0,1% na série com ajuste sazonal. O Estado acumula seis meses de alta ao longo de 2025.

Governo socorre setor madeireiro

Diante do impacto das tarifas impostas pelos EUA, o governo estadual enviou à Assembleia Legislativa um projeto que autoriza a compra de até R$ 150 milhões em créditos tributários de empresas madeireiras, com deságio de 30%. A proposta também reduz a alíquota interna do setor de 19,5% para 12%.

Segundo o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, a medida busca preservar competitividade e empregos. O Paraná é o maior produtor de madeira do país, e o setor responde por 40% das exportações do Estado para os EUA.

Exportações se diversificam

Com retração de 17,6% nas vendas aos EUA entre janeiro e outubro, empresas paranaenses ampliaram mercados alternativos. As exportações para a Índia cresceram 39,2% e, para a Argentina, 69%. A China segue como principal destino, com 23,3% de participação, seguida por Argentina (8,2%), EUA (5,4%) e México (4%).

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