Opinião > JOSIEL LIMA

Juntos faremos um 2026 melhor

O novo ano será de grandes decisões

31/12/2025

O encerramento de um ano nos oferece espaço para celebrações e diagnósticos. O tempo, quando observado com método, revela padrões: decisões recorrentes, erros repetidos, acertos ocasionais e estruturas que resistem à mudança. O fim de 2025 se apresenta, portanto, como um ponto de observação privilegiado – não para conclusões definitivas, mas para ajustes necessários.

A referência a valores cristãos faz parte da minha essência, como parâmetro ético e indispensável coerência, responsabilidade individual e atenção ao próximo.

Esses elementos são funcionais em qualquer sistema social minimamente estável. Quando ausentes, o resultado costuma ser previsível: desorganização institucional e perda de confiança pública.

O balanço de 2025 não foge à regra. No sistema que vivemos, houve iniciativas bem-sucedidas, falhas evidentes e limites estruturais que não se resolvem por vontade política isolada. O dado mais relevante, porém, permanece constante: a relação desgastada entre sociedade e política. A rejeição resulta de anos de promessas não entregues e de decisões desconectadas da realidade cotidiana da população.

Ainda assim, a saída da política não produz vácuo neutro. Produz ocupação.

Quando cidadãos comuns se afastam, o espaço é preenchido por agentes profissionais, muitas vezes mais comprometidos com a manutenção do sistema do que com sua correção.

A política, goste-se ou não, segue sendo o principal instrumento de organização das prioridades públicas.

Foi por isso que aceitei o desafio de ser candidato a deputado federal – uma decisão ambiciosa para quem estava iniciando –, tornar-me presidente de um partido político (MDB), ser secretário municipal da Agricultura – e, mesmo fora de cargos públicos, prosseguir dando minha contribuição como cidadão. 

O meu partido encerra 2025 como a maior força partidária de Guarapuava, com maioria de vereadores e a presidência da Câmara Municipal. 

Sou defensor do agro e da agricultura familiar. Além de agrônomo, sou produtor rural e um entusiasta da atividade agropecuária. Estou convicto das mudanças estruturais que a agricultura familiar organizada coletivamente vai trazer na economia regional.

Ignorar o campo significa comprometer o equilíbrio urbano. Fortalecê-lo é medida de racionalidade econômica, não de retórica política.

A dimensão privada também exerce função reguladora. A família opera como espaço de contenção de excessos e de aprendizado contínuo. Em um ambiente público frequentemente marcado por competição, vaidade e imediatismo, uma nova "ordem política" se faz imperiosa, longe dos extremos.

O ano de 2026 se impõe como um período estratégico, de grandes decisões. O sucesso dependerá da capacidade de definirmos rotas, manter o que funciona e abandonar práticas já testadas e historicamente reprovadas. 

Em 2026, o nosso melhor!

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