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Inovação: programa desafia estudantes a criar soluções para problemas reais em Guarapuava

Iniciativa reúne escola pública, setor produtivo e instituições de ensino superior

19/06/2026

A Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação de Guarapuava recebeu nesta sexta-feira (19) mais uma etapa do programa Geração Inovadora, iniciativa realizada em parceria com o Núcleo Regional de Educação (NRE) e voltada ao desenvolvimento de competências ligadas à inovação, empreendedorismo e resolução de problemas.

Desta vez, participaram estudantes do Colégio Estadual Professora Leni Marlene Jacob, que passaram a integrar uma jornada de atividades baseada em metodologias de ideação e desenvolvimento de projetos.

O programa foi estruturado para aproximar estudantes do ensino médio de práticas utilizadas em ambientes de inovação e empreendedorismo, estimulando o protagonismo juvenil por meio da identificação de desafios concretos da comunidade e da elaboração de propostas de solução com aplicação tecnológica.

Durante duas semanas, os participantes são conduzidos por etapas de observação, construção de ideias e validação inicial de propostas. O processo incorpora ferramentas associadas à cultura de inovação e ao desenvolvimento de competências consideradas estratégicas para a economia contemporânea.

Além de habilidades técnicas – conhecidas como hard skills, relacionadas ao domínio de conhecimentos específicos e aplicação prática –, os estudantes também trabalham competências socioemocionais (soft skills), como comunicação, colaboração, pensamento crítico, criatividade e capacidade de adaptação.

Segundo a organização, os desafios propostos aos grupos têm origem em demandas identificadas pelo programa Cidades Inteligentes, conduzido pela Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação. A proposta é conectar problemas urbanos e sociais com soluções construídas pelos próprios estudantes.

Ao final do ciclo, as equipes apresentam os projetos em formato de pitch para uma banca composta por representantes do ecossistema regional de inovação. As iniciativas com melhor avaliação avançam para a etapa final durante o evento Educa Tech.

A secretária municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ana Cláudia Klosouski, afirmou que o programa busca ampliar o alcance das ações de formação tecnológica já desenvolvidas pelo município.

Segundo ela, o trabalho na área educacional tem sido estruturado para desenvolver competências relacionadas ao empreendedorismo desde os primeiros anos da formação escolar, com expansão gradual para etapas mais avançadas do ensino.

A secretária também avaliou que iniciativas desse tipo contribuem para fortalecer o ambiente local de inovação ao ampliar a geração de ideias e estimular a formação de futuros empreendedores.

O prefeito Denilson Baitala destacou que o investimento em educação e tecnologia é parte da estratégia de desenvolvimento do município.

Baitala afirmou que a integração entre escolas, setor público e parceiros institucionais busca preparar os estudantes para cenários de transformação econômica e tecnológica.

Para o chefe do Núcleo Regional de Educação, Marlon Douglas Pires, a proposta demonstra o papel das parcerias na ampliação de oportunidades dentro da rede pública de ensino. Segundo ele, experiências práticas voltadas à inovação respondem a uma demanda recorrente dos próprios estudantes por atividades conectadas às transformações do mercado e da sociedade.

Também participaram da atividade representantes das instituições parceiras do programa, entre elas o Núcleo Regional de Educação, Cilla Tech Park, Sebrae, Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe), Sicredi, Faculdade Campo Real, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), representantes da Festa do Soquete e profissionais da imprensa local.

Formação para a economia do conhecimento 

A iniciativa acompanha uma tendência observada em políticas educacionais e ecossistemas de inovação que buscam antecipar o contato dos jovens com metodologias voltadas ao empreendedorismo, desenvolvimento tecnológico e criação de soluções orientadas por desafios reais.

Nesse modelo, o ambiente escolar passa a atuar não apenas como espaço de transmissão de conteúdo, mas também como laboratório para experimentação, desenvolvimento de projetos e formação de competências alinhadas às transformações da economia baseada em conhecimento.

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