Idosos 60+ aprendem PIX, redes sociais e aplicativos em Guarapuava
Aulas do Curso de Letramento Digital foram conduzidas por quatro estudantes de Ciência da Computação da Unicentro
28/07/2026
Aos poucos, o celular deixou de ser apenas um aparelho para fazer ligações e passou a abrir portas para um novo cotidiano. Depois de 12 encontros do Curso de Letramento Digital 60+, idosos de Guarapuava passaram a ver o mundo – literalmente – com outros olhos. Redes sociais, chamadas de vídeo com familiares, aplicativos de transporte, vídeos no YouTube, transferências por PIX e ferramentas que antes pareciam distantes agora fazem parte da rotina de quem descobriu que a tecnologia também pode ser uma aliada da autonomia.
A primeira turma do projeto foi formada nesta terça-feira (28), em iniciativa da Prefeitura de Guarapuava, por meio da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, em parceria com a Unicentro e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Um dos diferenciais do curso foi justamente a aproximação entre gerações: as aulas foram ministradas por quatro estudantes do curso de Ciência da Computação da Unicentro, que traduziram a linguagem tecnológica para um público que cresceu muito antes da era dos smartphones.
Estudantes que ministraram as aulas: encontro de gerações
Oportunidades: um "novo mundo" a partir do celular
Durante as aulas, os participantes aprenderam desde as funções básicas do telefone celular até o uso de aplicativos indispensáveis na vida cotidiana. O conteúdo incluiu WhatsApp, chamadas de vídeo, YouTube, redes sociais, aplicativos de transporte como Uber e 99, além da realização e do recebimento de transferências via PIX. Outro eixo importante foi a educação para a segurança digital, ensinando como identificar tentativas de golpes e fraudes na internet.
Segundo a diretora de Cidades Inteligentes, Fernanda Mossolin Bona, a proposta foi tornar a tecnologia uma ferramenta prática para ampliar a independência dos idosos.
"O curso teve um total de 12 encontros, onde eles aprenderam o funcionamento do celular, utilização de PIX, WhatsApp, Uber, 99, YouTube, músicas e diversas outras funcionalidades que fazem parte da rotina e ajudam na autonomia e na comunicação", afirmou.
Para a secretária municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ana Cláudia Klosouski, a formação representa um passo importante para reduzir a exclusão digital de uma parcela crescente da população.
Além das ferramentas de comunicação, os participantes aprenderam a realizar chamadas de vídeo com filhos e netos, utilizar jogos interativos e, sobretudo, reconhecer tentativas de golpes virtuais – uma das principais ameaças enfrentadas pela população idosa na internet.
O prefeito Denilson Baitala destacou que democratizar o acesso à tecnologia significa ampliar oportunidades e fortalecer a cidadania.
"A inovação precisa chegar às pessoas. Esse espaço é da população de Guarapuava e queremos que cada vez mais cidadãos tenham acesso ao conhecimento e às oportunidades que a tecnologia oferece", afirmou.
Parceiro da iniciativa, o chefe do Núcleo Regional de Educação, Marlon Douglas Pires, ressaltou que projetos de inclusão digital produzem impactos que vão além da aprendizagem tecnológica, promovendo qualidade de vida e integração social.
Entre os formandos, a percepção foi de que o curso abriu novas possibilidades de comunicação e participação na sociedade digital. Para German Calderon Calderon, o aprendizado ultrapassa o domínio das ferramentas eletrônicas.
"Estamos vivendo a era da informação e da tecnologia. Aprender sobre inclusão digital e inteligência artificial fortalece nossa comunicação e contribui para uma sociedade mais conectada", disse.
Encerrada a primeira turma, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação já projeta novas edições do Curso de Letramento Digital 60+. A expectativa é ampliar o número de participantes e consolidar uma iniciativa que reduz barreiras tecnológicas, fortalece a autonomia da população idosa e demonstra que nunca é tarde para aprender a navegar por um mundo cada vez mais digital.
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