Paraná Pesquisas: Dallagnol lidera Senado e Alexandre Curi passa Gleisi na nova corrida no Paraná
Levantamento mostra mudança na fotografia eleitoral: Curi aparece pela primeira vez em segundo, enquanto Gleisi perde a vice-liderança e quatro candidatos ficam separados por oito pontos
17/08/2026
A disputa pelas duas cadeiras paranaenses ganhou novos contornos e concentra quatro candidaturas em faixa competitiva. O cenário revela uma eleição aberta, com diferenças estreitas entre os principais nomesA corrida por duas vagas no Senado pelo Paraná ganhou uma nova configuração na pesquisa Paraná Pesquisas divulgada nesta segunda-feira (17). Deltan Dallagnol (Novo) aparece na liderança, com 34% das intenções de voto, seguido por Alexandre Curi (Republicanos), com 29,6%, Gleisi Hoffmann (PT), com 28,1%, e Filipe Barros (PL), com 26%.
O resultado chama atenção principalmente pela mudança na segunda posição. Curi ultrapassa Gleisi numericamente e passa a ocupar o segundo lugar, embora os dois estejam tecnicamente empatados dentro da margem de erro de 2,6 pontos percentuais. Dallagnol também está em empate técnico com Curi.
A nova rodada altera uma fotografia que vinha se repetindo nas pesquisas recentes: Gleisi aparecia como um dos principais nomes e, em levantamentos com cenários comparáveis, ocupava a liderança ou estava no grupo de ponta. Na Paraná Pesquisas de julho, por exemplo, ela tinha 25,9%, contra 25,2% de Dallagnol, 23,5% de Curi e 22,9% de Filipe Barros.
A mudança mais simbólica da nova pesquisa está na posição de Alexandre Curi. O deputado estadual aparece agora com 29,6%, à frente de Gleisi por 1,5 ponto percentual.
Na rodada anterior do Paraná Pesquisas, Curi registrava 23,5% no cenário comparável, o que representa avanço de 6,1 pontos percentuais. Gleisi passou de 25,9% para 28,1%, alta de 2,2 pontos.
Dallagnol foi quem mais cresceu entre os quatro principais candidatos. Saiu de 25,2% para 34%, avanço de 8,8 pontos percentuais. Filipe Barros também avançou, de 22,9% para 26%, alta de 3,1 pontos.
A diferença entre o primeiro e o quarto colocado, que era de 2,3 pontos na pesquisa anterior, agora chega a 8 pontos. Ainda assim, todos os quatro permanecem dentro de uma faixa competitiva considerando a margem de erro.
Uma eleição de duas vagas
O desenho da disputa precisa ser lido de maneira diferente de uma eleição para governador. Em 2026, o eleitor paranaense escolherá dois senadores, podendo indicar dois nomes.
Por isso, o resultado de 34% de Dallagnol não significa que ele tenha uma vantagem equivalente sobre o segundo colocado. O levantamento mostra, na realidade, quatro candidaturas concentradas em um intervalo relativamente estreito.
Dallagnol tem 34%; Curi, 29,6%; Gleisi, 28,1%; e Filipe Barros, 26%. Pela margem de erro de 2,6 pontos, Dallagnol e Curi estão tecnicamente empatados, assim como Curi, Gleisi e Filipe Barros.
Gleisi perde a liderança numérica
A mudança envolvendo Gleisi merece atenção porque ocorre depois de uma sequência de levantamentos em que seu nome aparecia no grupo de maior competitividade.
Na pesquisa Genial/Quaest de julho, Gleisi, Curi e Dallagnol apareciam empatados com 10% em um dos cenários para o Senado, atrás apenas do primeiro colocado.
Na IRG, também de julho, Gleisi aparecia numericamente à frente na pesquisa espontânea, com 6,1%, contra 5,8% de Dallagnol e 3,4% de Curi. O elevado índice de indecisos, porém, mostrava que a eleição ainda estava distante de uma definição.
A nova Paraná Pesquisas apresenta uma mudança relevante nessa trajetória: Dallagnol assume a liderança numérica e Curi aparece pela primeira vez à frente de Gleisi no levantamento do instituto.
Cenário completo
Na pesquisa estimulada, os resultados foram:
- Deltan Dallagnol (Novo): 34%
- Alexandre Curi (Republicanos): 29,6%
- Gleisi Hoffmann (PT): 28,1%
- Filipe Barros (PL): 26%
- Cristina Graeml (PSD): 17,2%
- Dr. Rosinha (PT): 12,3%
- Joaquim do MLB (UP): 1,5%
- Karen Guerreiro (Missão): 1,2%
- Marcelo Marcelino (PCO): 0,8%
- Nenhum/branco/nulo: 7,8%
- Não sabe/não opinou: 5,9%.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Dallagnol também aparece na frente, com 6,6%. Gleisi tem 4,1%, Filipe Barros, 2,7%, e Curi, 2,6%. O grau de indefinição permanece elevado: 78,6% não souberam ou não opinaram.
Rejeição muda o peso da disputa
A pesquisa também revela uma diferença importante entre intenção de voto e rejeição. Gleisi Hoffmann registra a maior rejeição entre os candidatos ao Senado, com 42,2%.
Dallagnol aparece com 13%; Dr. Rosinha, 12,1%; Curi, 8,5%; Filipe Barros, 7,4%; e Cristina Graeml, 6,7%. O dado sugere que a candidatura petista possui uma base competitiva relevante, mas também enfrenta um índice de resistência eleitoral significativamente maior.
Cristina Graeml cresce
Fora do bloco dos quatro primeiros, Cristina Graeml aparece com 17,2%, percentual que a mantém distante da disputa imediata pelas duas vagas, mas ainda dentro de uma faixa capaz de influenciar a distribuição dos votos.
Dr. Rosinha tem 12,3%, enquanto os demais candidatos ficam abaixo de 2%.
Metodologia
A pesquisa Paraná Pesquisas entrevistou 1.520 eleitores presencialmente em 65 municípios do Paraná, entre 13 e 16 de agosto de 2026. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PR-09048/2026. Cada entrevistado podia indicar até dois candidatos na pesquisa estimulada.
A nova pesquisa deixa, portanto, uma conclusão clara: a disputa pelo Senado paranaense deixou de apresentar uma liderança consolidada e passou a ter quatro candidaturas em faixa competitiva. Dallagnol assumiu a ponta numérica, Curi ganhou terreno e ultrapassou Gleisi, enquanto Filipe Barros permanece próximo. Com duas cadeiras em jogo, a eleição ainda está aberta – e a capacidade de cada candidato conquistar o chamado segundo voto pode ser decisiva.
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