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Flávio Bolsonaro vai à prisão visitar Filipe Martins e chama Moraes de “laranja podre”

Ex-assessor de Jair Bolsonaro cumpre pena de 21 anos na Cadeia Pública de Ponta Grossa

05/09/2026
Passagem por Ponta Grossa reuniu os candidatos do PL à Presidência, ao governo estadual e ao SenadoPassagem por Ponta Grossa reuniu os candidatos do PL à Presidência, ao governo estadual e ao Senado

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) esteve no Paraná neste sábado (5) para visitar o ex-assessor presidencial Filipe Martins, preso na Cadeia Pública de Ponta Grossa. O presidenciável foi acompanhado por integrantes da chapa estadual do partido, entre eles o candidato ao governo Sérgio Moro e o candidato ao Senado Filipe Barros.

A entrada de Flávio na unidade prisional foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O encontro durou cerca de uma hora e meia e não foi acompanhado por um ato público de campanha. A presença de Moro e Barros, no entanto, deu dimensão eleitoral à passagem do presidenciável pelos Campos Gerais. 

Após deixar a cadeia, Flávio afirmou ter ido prestar solidariedade a Martins e classificou como injusta a condenação do ex-assessor. Filipe Martins foi condenado pela Primeira Turma do STF a 21 anos de prisão por participação na "articulação golpista destinada a reverter o resultado das eleições presidenciais de 2022".

O candidato do PL também elevou o tom contra Alexandre de Moraes. Flávio chamou o magistrado de “laranja podre” do Supremo e afirmou que seu gabinete seria voltado à perseguição de adversários políticos. As declarações foram feitas aos jornalistas em frente à unidade prisional.

Flávio ainda citou o conflito entre Moraes e o ministro André Mendonça no contexto das investigações relacionadas ao Banco Master. O senador mencionou suspeitas envolvendo um contrato do escritório de advocacia da mulher de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro. As afirmações integram a ofensiva política do bolsonarismo contra o ministro e não representam conclusão judicial sobre o caso.

Embora concentrada na visita a Filipe Martins, a passagem por Ponta Grossa também serviu para exibir a unidade do palanque do PL no Paraná. Moro disputa o Palácio Iguaçu, enquanto Filipe Barros concorre a uma das duas vagas paranaenses no Senado. Ambos procuram associar suas candidaturas à força eleitoral do bolsonarismo no Estado.

A agenda ocorre na reta inicial da campanha oficial e em meio à disputa pelo eleitorado conservador paranaense. Ao aparecer com Flávio, Moro reforça a nacionalização de sua candidatura ao governo, enquanto o presidenciável busca consolidar no Paraná um de seus principais palanques regionais.

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