Moro aposta em discurso anticorrupção, e embate com Sandro Alex chega ao TRE-PR
Requião Filho mantém ofensiva contra privatizações enquanto Justiça Eleitoral suspende propagandas dos dois principais adversários
02/09/2026
Candidatos ap Governo do Paraná: campanha "morna", mais foca dentro de vmbiA campanha ao Governo do Paraná teve nesta quarta-feira (2) uma combinação de propostas, ataques e decisões judiciais. Sergio Moro (PL) apresentou sua agenda anticorrupção, Sandro Alex (PSD) manteve a estratégia de vincular sua candidatura ao governo Ratinho Junior, e Requião Filho (PDT) continuou pressionando os adversários pelas privatizações e pela ausência em debates.
Em sabatina à CNN Brasil, Moro prometeu criar uma agência estadual anticorrupção, comandada por um diretor com mandato de quatro anos. Também defendeu um código de ética para a alta administração e a ampliação do acesso digital a documentos e serviços públicos.
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O candidato do PL nacionalizou o debate ao criticar o presidente Lula (PT). Moro afirmou que, mesmo diante de uma eventual reeleição do petista, o Paraná deveria ser governado por um adversário do governo federal. Apesar do ataque, disse que manteria diálogo institucional com Brasília caso ambos fossem eleitos. CNN Brasil�
O embate direto entre Moro e Sandro Alex também avançou na Justiça Eleitoral. O TRE-PR suspendeu uma propaganda da campanha governista que associava um auxiliar parlamentar de Moro a uma acusação de importunação sexual sem informar que o processo terminou em absolvição definitiva.
No mesmo dia, outra decisão atingiu Moro. A Justiça proibiu a campanha do PL de afirmar que Ratinho Junior havia sido aliado do ex-juiz em 2018 e 2022. O TRE-PR considerou a alegação incompatível com os fatos: Moro ainda era juiz em 2018 e, em 2022, Ratinho apoiava Paulo Martins para o Senado, enquanto Moro concorreu pelo União Brasil. Foi estabelecida multa de R$ 5 mil por veiculação em caso de descumprimento. Decisões reunidas pelo Blog do Esmael�
As decisões mostram que a disputa entre Moro e Sandro saiu do campo das propostas e entrou em uma fase de judicialização da propaganda. O candidato do PSD tenta apresentar-se como herdeiro político e administrativo de Ratinho Junior, enquanto Moro procura conquistar parte do eleitorado que aprova o atual governador, mas resiste ao nome governista.
Requião Filho, por sua vez, manteve a estratégia de oposição frontal à atual gestão. O candidato do PDT defende uma auditoria nos contratos de privatização, principalmente na venda do controle da Copel, e procura se consolidar como alternativa a Moro e Sandro. Ele também critica os dois adversários por faltarem a debates e aposta em um confronto direto com Moro no segundo turno.
Entre os três principais candidatos, a quarta-feira reforçou estratégias distintas: Moro retomou a bandeira anticorrupção; Sandro buscou proteger a imagem de continuidade do atual governo; e Requião permaneceu no campo de oposição às privatizações. Ao mesmo tempo, a intervenção do TRE-PR impôs limites à escalada dos ataques na propaganda eleitoral.
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