Datafolha: Lula lidera com 38%, Flávio tem 33% e Augusto Cury vai a 8%
Pesquisa mostra empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno; escritor cresce seis pontos e se isola na terceira colocação
03/09/2026
Na comparação com a rodada de 21 de agosto, Lula oscilou um ponto para baixo, de 39% para 38%, enquanto Flávio permaneceu com 33%. A novidade é o crescimento de Augusto Cury, principalmente entre o eleitor de centroA nova pesquisa Datafolha sobre a disputa pela Presidência da República mostra Lula (PT) na liderança do primeiro turno, com 38% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 33%. A principal mudança está no desempenho de Augusto Cury (Avante), que avançou de 2% para 8% e assumiu isoladamente a terceira colocação.
Na comparação com a rodada de 21 de agosto, Lula oscilou um ponto para baixo, de 39% para 38%, enquanto Flávio permaneceu com 33%. A distância entre os dois líderes passou de seis para cinco pontos percentuais. As variações estão dentro da margem de erro de dois pontos.
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Cury registrou o único crescimento expressivo do levantamento. O escritor ganhou seis pontos em menos de duas semanas e abriu vantagem sobre os demais candidatos que buscam romper a polarização entre PT e PL.
Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4%, seguido por Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 2%. Samara Martins (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO) registram 1% cada.
Wilson Grassi (Democrata), Edmilson Costa (PCB), Clariana Barão (DC) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram. Brancos e nulos somam 6%, enquanto 3% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar.
Cenário com Pablo Marçal
O Datafolha também apresentou uma simulação com Pablo Marçal (PRTB), que registrou sua candidatura, mas está inelegível por decisão da Justiça Eleitoral. Nesse cenário, Lula alcança 39% e Flávio Bolsonaro aparece com 32%.
Augusto Cury marca 7%. Ronaldo Caiado e Renan Santos têm 4% cada, enquanto Romeu Zema e Pablo Marçal registram 2%. Samara Martins aparece com 1%, e os demais candidatos não pontuam.
A inclusão de Marçal praticamente não altera a estrutura da disputa. Lula e Flávio continuam nas duas primeiras posições, enquanto Cury permanece isolado em terceiro.
Lula e Flávio empatam no segundo turno
A disputa fica mais apertada em uma eventual segunda votação. Lula aparece numericamente à frente, com 46%, contra 44% de Flávio Bolsonaro. Como a diferença é de dois pontos, os candidatos estão tecnicamente empatados.
Na pesquisa anterior, Lula tinha 47% e Flávio, 43%. O petista oscilou um ponto para baixo e o candidato do PL avançou um, reduzindo a distância de quatro para dois pontos. Brancos e nulos representam 9%, e 2% não souberam responder.
O resultado indica uma eleição aberta entre os dois líderes. A alta rejeição de ambos limita o espaço para crescimento e torna decisiva a disputa pelos eleitores que hoje apoiam outros candidatos, especialmente Augusto Cury.
Lula vence os demais adversários testados
Lula aparece à frente nos outros três cenários de segundo turno apresentados pelo Datafolha. Contra Ronaldo Caiado, o petista tem 46%, ante 41% do candidato do PSD — uma diferença de cinco pontos.
Em uma disputa com Renan Santos, Lula alcança 47%, contra 38% do representante do Missão. Diante de Romeu Zema, o petista marca 48%, enquanto o candidato do Novo registra 39%.
Apesar de ocupar a terceira colocação no primeiro turno, Augusto Cury não foi incluído nas simulações de segundo turno. O crescimento do escritor, portanto, ainda não pode ser convertido em uma comparação direta com Lula ou Flávio Bolsonaro dentro do levantamento.
Rejeição pressiona os dois líderes
Flávio Bolsonaro apresenta a maior rejeição entre os candidatos: 47% dos entrevistados afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. Lula aparece com índice semelhante, de 45%.
Romeu Zema tem rejeição de 16%, seguido por Renan Santos, com 15%, e Ronaldo Caiado, com 13%. Augusto Cury registra 9%, mesmo percentual de Samara Martins e Rui Costa Pimenta.
A combinação entre empate no segundo turno e rejeições superiores a 40% reforça o caráter polarizado da campanha. Lula e Flávio concentram a maior parte das intenções de voto, mas também encontram resistência elevada fora de suas bases.
Crescimento de Cury muda disputa pelo voto de centro
O salto de Augusto Cury é o elemento novo da rodada. Com 8%, o candidato do Avante deixa de integrar o bloco dos nomes com percentuais baixos e passa a ocupar uma faixa própria na disputa.
O avanço ocorre enquanto Caiado, Renan e Zema oscilam negativamente. A pesquisa, entretanto, não permite afirmar que todos os novos eleitores de Cury tenham migrado diretamente desses candidatos.
A baixa rejeição oferece ao escritor espaço potencial para continuar crescendo. O desafio será transformar a visibilidade conquistada nas primeiras semanas da campanha em apoio consolidado, especialmente diante do curto tempo no horário eleitoral e da forte polarização nacional.
O Datafolha ouviu 2.002 eleitores com 16 anos ou mais em 125 municípios. As entrevistas ocorreram nos dias 1º e 2 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Contratada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03669/2026
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