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Fachin tira Moraes do inquérito das fake news após crise com André Mendonça

Presidente do STF manteve válidas as decisões já tomadas no processo e separou as acusações apresentadas contra outro ministro da Corte

09/09/2026
Mudança ocorre após o embate entre Alexandre de Moraes e André Mendonça ganhar novos desdobramentos. Os atos já praticados na investigação desde 2019 continuam válidosMudança ocorre após o embate entre Alexandre de Moraes e André Mendonça ganhar novos desdobramentos. Os atos já praticados na investigação desde 2019 continuam válidos

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, retirou Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news. A decisão, publicada nesta quarta-feira (9), preserva todos os atos praticados por Moraes no processo até a mudança de comando.

A medida ocorre em meio ao acirramento da crise interna no Supremo envolvendo Moraes e André Mendonça. Na semana passada, Moraes encaminhou ao processo acusações segundo as quais Mendonça teria, em tese, cometido improbidade administrativa, abuso de autoridade e favorecimento político.

Fachin também determinou que a apuração relacionada a Mendonça fosse retirada do inquérito das fake news. O material foi remetido ao próprio presidente do STF, que ficará responsável por definir o encaminhamento institucional do caso.

Mensagens de Vorcaro ampliaram crise no STF

O conflito entre os ministros ganhou força depois que Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e destinadas a Moraes.

Vorcaro é apontado como alvo central da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras bilionárias relacionadas ao Banco Master. Conforme as informações divulgadas, o banqueiro permanece preso.

Dias depois da divulgação do relatório, Moraes incluiu as acusações contra Mendonça no inquérito das fake news. A sequência de decisões expôs o embate entre integrantes da Corte e levou Fachin a intervir na condução processual.

Inquérito tramita desde 2019

Aberto pelo STF em março de 2019, o inquérito apura notícias falsas, ameaças e ataques dirigidos ao tribunal, aos ministros e aos familiares deles.

A investigação foi instaurada pelo então presidente do Supremo, Dias Toffoli, que designou Moraes diretamente como relator. O procedimento permanece em andamento, agora sem o ministro na relatoria, enquanto as decisões anteriores continuam válidas.

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