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Estacho defende impeachment de Alexandre de Moraes após crise no STF

Candidato do Podemos afirma que relação atribuída ao ministro com Daniel Vorcaro reforça posição adotada durante seu mandato na Câmara dos Deputados

04/09/2026
Candidato do Podemos resgata posicionamento adotado durante seu mandato em Brasília. Divulgação de mensagens do caso Banco Master amplia pressão política sobre a CorteCandidato do Podemos resgata posicionamento adotado durante seu mandato em Brasília. Divulgação de mensagens do caso Banco Master amplia pressão política sobre a Corte

O ex-deputado federal e candidato a um novo mandato Rodrigo Estacho (Podemos) declarou-se favorável ao impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O posicionamento, feito em rede social, ocorre em meio ao agravamento da crise provocada pela divulgação de mensagens atribuídas ao magistrado e encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Estacho afirmou que os episódios envolvendo o Supremo e as controvérsias relacionadas à atuação de Moraes não são recentes. Segundo o candidato, parte desses temas já era discutida durante sua passagem pela Câmara dos Deputados, período em que apoiou uma iniciativa pelo afastamento do ministro.

Em setembro de 2024, Estacho integrou a lista de 153 deputados que subscreveram um pedido de impeachment de Moraes. O documento foi entregue ao Senado após decisões do ministro que provocaram reação da oposição, entre elas a suspensão do X no Brasil.

Agora, o candidato relaciona sua posição anterior às revelações do caso Banco Master. Um relatório da Polícia Federal reuniu mensagens enviadas por Vorcaro a um contato atribuído a Moraes, além de registros que indicariam encontros entre os dois. 

“O que está acontecendo hoje apenas confirma aquilo que já vínhamos denunciando e debatendo quando eu estava na Câmara Federal. Naquele momento, já me posicionei favoravelmente ao afastamento de Alexandre de Moraes”, afirmou Estacho.

A crise se aprofunda no STF

Nesta sexta-feira (4), o STF atravessa uma crise interna provocada pelo impasse entre Alexandre de Moraes e André Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master.

Mendonça retirou o sigilo do relatório da PF e defende que o plenário decida se existem elementos para autorizar uma investigação formal; a Procuradoria-Geral da República, por sua vez, sustenta que o procedimento teve vícios e pediu a anulação do material.

O presidente do Supremo, Edson Fachin, afirmou que os fatos exigem encaminhamento institucional, mas ainda precisa definir como e quando o caso será examinado.

No Senado, parlamentares da oposição apresentaram novas cobranças por impeachment ou renúncia de Moraes, porém qualquer afastamento depende da abertura e do julgamento de um processo pelos senadores. 

A manifestação de Estacho também leva ao debate eleitoral uma pauta mobilizada por setores da oposição. Embora deputados possam apoiar ou protocolar representações, a Constituição estabelece que cabe exclusivamente ao Senado processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade. Até o momento, não existe decisão pela abertura de processo contra Moraes.

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