E agora, Brasil!
As riquezas agrícolas e minerais do Brasil são cobiça geral, não só dos EUA
04/01/2026
O dia 3 de janeiro de 2026 ficará marcado nos livros de história como a data em que a América do Sul definitivamente retornou ao explícito controle do “Grande Irmão do Norte”, os Estados Unidos da América.
A velocidade e o modo com que o Presidente da Venezuela foi extraído do quarto em que estava naturalmente sugerem muita especulação e muitas teorias e ilações neste “day after” (dia seguinte”) de tão marcante acontecimento, havido na fronteira norte de nosso continental Brasil.
Em minha modesta opinião, esse episódio definitivamente mudará a geopolítica da América do Sul, pois aquele propagandeado “mundo multipolar” e a festejada “força dos Brics” agora cedem lugar ao explícito retorno da influência (“soft power”) e do controle militar e político (“hard power”) dos ianques e dixies sobre aquilo que eles consideram ser o seu quintal. Em outras palavras, a volta do lema “a América para os americanos”, famosíssima frase cunhada pela Doutrina Monroe.
Se a eleição presidencial deste ano de 2026 parecia estar razoavelmente definida em favor do quarto mandato do Presidente Lula, agora a força dos Governadores de direita, do Congresso Nacional e dos militares descontentes tende a aumentar, dado o público e incontroverso casamento político-ideológico existente entre Lula e Maduro, o que não poderá ser negado durante a vindoura campanha eleitoral.
Doravante muita coisa vai mudar. Os Presidentes da Argentina e do Paraguai manifestaram seu público apoio a Donald Trump, assim como o Presidente eleito do Chile, por exemplo.
MARCELO ANTONIO CESCA
Juiz Federal Aposentado e ex-Procurador Federal. Atuou na Justiça Federal do Paraná e do Distrito Federal e na Advocacia-Geral da União.
E nós, brasileiros, o que poderemos fazer? Quais são os limites de nossas capacidades militares defensivas e dissuasivas frente aos nossos vizinhos e às potências militares do Hemisfério Norte? Todos sabemos a resposta. Até a imprensa canadense já começa a falar em se construir bombas nucleares por lá.
Que ninguém se engane. As riquezas minerais e agrícolas do Brasil são alvo de cobiça internacional geral, e não apenas dos EUA. Ninguém é ingênuo de achar que a China financiaria a construção de uma imensa ferrovia ligando o Brasil ao Peru como ato de caridade, e não para contornar a passagem marítima do Canal do Panamá, sob controle dos norte-americanos. Há pouco tempo descobrimos que a Rússia formou milhares de espiões dentro de nosso território, com documentação brasileira, inclusive. E por aí vai.
Em 2010 estive nos Estados Unidos, a convite do Departamento de Estado, para participar de uma imersão jurídica que durou três semanas. Lá conheci um Desembargador da Venezuela que, então governada por Hugo Chávez, renunciara à magistratura justamente porque o regime chavista não lhe permitia ter liberdade de decisão jurisdicional, fazendo-lhe ameaças veladas e explícitas o tempo todo. Ora, a independência judicial é o elemento mais importante para qualquer magistrado, caso contrário, o Poder Judiciário não servirá para nada.
Para finalizar, deixo aqui registrada a minha solidariedade ao povo venezuelano e temo bastante pelos abalos sísmicos externos que doravante atingirão em cheio as eleições gerais brasileiras, não por conta de nossas dissidências internas, mas por sermos uma enorme e valiosa peça de xadrez no tabuleiro político mundial, cujas rédeas não estão ao menor alcance de nosso controle.
Todo mundo fala
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