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Fachin quebra o silêncio e anuncia medidas diante da crise entre Moraes e Mendonça

Presidente do STF afirma que ministros devem respeitar limites; Corte enfrenta impasse provocado pelas investigações do Banco Master

02/09/2026

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, quebrou o silêncio nesta quarta-feira (2) sobre a crise que envolve Alexandre de Moraes, André Mendonça e as investigações contra o Banco Master. Sem citar nominalmente os ministros, Fachin afirmou que os integrantes da Corte devem respeitar limites e anunciou a adoção de medidas institucionais.

A manifestação ocorreu depois de Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro. O material revelou contatos entre o ex-banqueiro e Moraes, incluindo uma conversa na qual Vorcaro teria perguntado se deveria deixar o Brasil.

Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master, pretende encaminhar ao plenário do STF a discussão sobre uma eventual investigação de Moraes. O procedimento é inédito e divide os ministros, tanto pela gravidade dos fatos relatados como pelas dúvidas sobre a forma adotada pelo relator para divulgar o material.

Na primeira sessão do plenário realizada após a revelação das mensagens, Moraes e Mendonça permaneceram lado a lado, conforme a disposição definida pela antiguidade dos ministros. Nenhum integrante da Corte mencionou diretamente o caso durante o julgamento realizado nesta quarta-feira.

Nos bastidores, Fachin é pressionado a conduzir uma resposta capaz de preservar a credibilidade do Supremo e, ao mesmo tempo, evitar uma guerra pública entre os ministros. A possibilidade de uma apuração contra Moraes será analisada pelo conjunto da Corte depois da apresentação do relatório de Mendonça.

O episódio também se tornou uma crise política. Flávio Bolsonaro e outros candidatos da oposição pedem a saída de Moraes, enquanto o PT cobra a retirada dos sigilos de todas as investigações relacionadas ao Banco Master, incluindo a apuração sobre o financiamento do filme Dark Horse.

A um mês do primeiro turno, o conflito interno no STF ultrapassou os limites jurídicos e entrou definitivamente na campanha eleitoral. A oposição tenta transformar o caso em uma ofensiva contra Lula, enquanto o governo procura defender as instituições sem assumir o desgaste pessoal dos ministros envolvidos.

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