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Requião Filho: o herdeiro de uma marca política que procura ocupar seu próprio espaço no Paraná

Filho do ex-governador Roberto Requião foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 2014

08/07/2026

Maurício Thadeu de Mello e Silva, o Requião Filho, tem 46 anos, é advogado e especialista em políticas públicas. Natural de Curitiba, é filho do ex-governador e ex-senador Roberto Requião, uma das figuras mais marcantes da política paranaense nas últimas décadas.

Ele entrou na política eleitoral em 2014, quando foi eleito deputado estadual. Foi reeleito em 2018 e novamente em 2022, quando recebeu mais de 85,6 mil votos, consolidando-se como um dos principais nomes da oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

Deputado estadual pelo PDT, Requião Filho construiu uma trajetória marcada pela oposição ao governo, discurso de combate à corrupção e defesa dos serviços públicos. Agora, mira o Palácio Iguaçu em uma disputa que recoloca o sobrenome Requião no centro da política paranaense

Ao longo dos mandatos, Requião Filho concentrou sua atuação em fiscalização do Executivo, transparência, combate à corrupção, educação pública, segurança e defesa de micro e pequenos empresários.

Seu discurso também mantém forte identidade com o campo político historicamente associado ao pai: defesa do Estado, dos serviços públicos e crítica às privatizações e terceirizações.

Na atual legislatura, Requião Filho ocupa o cargo de 3º secretário da Mesa Diretora da Alep, pelo PDT.

Em 2025, assumiu a presidência do PDT no Paraná e passou a comandar uma estratégia de fortalecimento da legenda para as eleições de 2026.

A pré-candidatura ao Governo do Paraná transformou seu mandato estadual em plataforma para uma disputa maior. Pesquisas divulgadas em 2026 passaram a colocá-lo entre os nomes competitivos na corrida pelo Palácio Iguaçu.

O desafio político é duplo: carregar o peso de um sobrenome conhecido em todo o Estado e, ao mesmo tempo, demonstrar que sua candidatura pode representar mais do que a continuidade do legado de Roberto Requião.

É justamente nessa fronteira entre herança política e identidade própria que Requião Filho tenta construir seu caminho para 2026.

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