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Requião Filho chama Moro de “biruta de aeroporto” e eleva tom da disputa pelo governo do Paraná

Deputado do PDT acusa senador de mudar de posição conforme conveniências eleitorais; embate antecipa polarização na corrida ao Palácio Iguaçu em 2026

09/05/2026
Requião Filho, pré-candidato do PDT a governador: contra o conservadorismoRequião Filho, pré-candidato do PDT a governador: contra o conservadorismo

O deputado estadual Requião Filho elevou o tom contra o senador Sergio Moro e antecipou um dos principais eixos da disputa pelo governo do Paraná em 2026. Em declarações recentes, o parlamentar do PDT classificou o ex-juiz da Lava Jato como “biruta de aeroporto”, em referência ao que considera uma mudança frequente de posicionamentos e alianças políticas.

A crítica surge em um momento de reorganização do tabuleiro eleitoral paranaense. Com a aproximação do calendário de 2026, a movimentação dos principais grupos políticos passou a ganhar intensidade, sobretudo em torno da sucessão do governador Ratinho Junior.

Sérgio Moro lidera as pesquisas de intenção de votos em todos os cenários

Para Requião Filho, a recente filiação de Moro ao PL simboliza uma tentativa de reposicionamento para ampliar sua base de sustentação no eleitorado conservador do estado. Na avaliação do deputado, o movimento revela um cálculo político voltado à viabilidade eleitoral e à construção de uma candidatura competitiva ao Palácio Iguaçu.

Do lado de Moro, aliados sustentam que a mudança partidária busca consolidar uma frente de apoio em torno de uma candidatura capaz de dar continuidade ao atual ciclo administrativo do Paraná. A estratégia também procura aproximar o senador de segmentos que concentram influência no debate político estadual, sobretudo nas áreas de segurança pública, gestão e eficiência administrativa.

Nos bastidores, a troca de ataques já é vista como sinal de que a pré-campanha tende a se tornar mais confrontacional. Requião Filho procura ocupar espaço no campo oposicionista com críticas ao custo de vida, aos serviços públicos e ao que chama de distanciamento entre a narrativa oficial e a realidade cotidiana da população.

Ao mesmo tempo, Moro tenta deslocar o debate para temas de alcance estadual, buscando ampliar sua presença para além da imagem construída durante a trajetória na Operação Lava Jato.

Além dos dois nomes, outras lideranças acompanham a movimentação. O prefeito de Curitiba, Rafael Greca, e o secretário estadual de Infraestrutura, Sandro Alex, aparecem como alternativas em construção no campo governista. A perspectiva de uma candidatura de Ratinho Junior ao Senado tende a influenciar diretamente a formação das alianças.

A expressão usada por Requião Filho expõe mais do que uma crítica retórica. Ela marca a abertura de uma disputa em que dois projetos políticos distintos devem buscar o centro do debate paranaense: de um lado, a tentativa de Moro de se afirmar como nome de continuidade administrativa; de outro, o esforço do grupo de Requião para associar o adversário à volatilidade política e disputar o eleitorado insatisfeito com a atual configuração de poder no estado.

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