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Quem são os candidatos ao governo do Paraná nas eleições de 2026

Oito nomes foram oficializados para a disputa pelo Palácio Iguaçu; veja quem são, partidos e trajetória política

06/08/2026

O Paraná chega às eleições de 2026 com oito nomes oficializados para a disputa pelo governo do Estado. A relação reúne políticos com trajetórias e perfis bastante diferentes, desde nomes conhecidos da política estadual e nacional até candidatos de partidos de menor representação.

Entre os principais nomes da disputa estão Sergio Moro (PL), Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD). Também foram oficializadas as candidaturas de Adriano Teixeira (PCO), Alexandre Salomão (Mobiliza), Luiz França (Missão), Samuel Mattos (PSTU) e Tayná Miessa (UP).

As convenções partidárias para as eleições de 2026 ocorreram entre 20 de julho e 5 de agosto. O prazo para os partidos solicitarem o registro das candidaturas à Justiça Eleitoral termina em 15 de agosto.

Quem são os candidatos ao governo do Paraná

Adriano Teixeira — PCO

Adriano Teixeira, 35 anos, é historiador e mecânico funileiro, natural de Nova Olímpia, no Paraná. Militante dos Comitês de Luta, disputa pela primeira vez o governo estadual.

Sua candidatura representa o campo político do PCO e defende uma administração estadual sem participação de banqueiros e grandes empresários.

Alexandre Salomão — Mobiliza

Alexandre Salomão, 55 anos, é advogado criminalista e tem trajetória ligada à área jurídica.

Foi presidente da Associação Paranaense dos Advogados Criminalistas (APACRIMI), integrou o Conselho Permanente de Direitos Humanos do Paraná e participou de grupos de trabalho do Tribunal de Justiça do Estado.

Em 2026, concorre pela primeira vez ao governo do Paraná.

Luiz França — Missão

Luiz França, 31 anos, é advogado e atua na política desde os 19 anos. Filiado ao Missão, partido ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), não ocupou cargo público eletivo.

Sua formação inclui especialização em Análise Econômica. A candidatura representa uma das alternativas de direita e liberal na disputa estadual.

Requião Filho — PDT

Requião Filho, 46 anos, é advogado e deputado estadual. Ele iniciou a carreira política em 2014 e foi eleito para a Assembleia Legislativa do Paraná também em 2018 e 2022.

Filho do ex-governador Roberto Requião, disputa o governo pela primeira vez e tem o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A candidatura coloca novamente o grupo político dos Requião no centro da disputa pelo Palácio Iguaçu.

Samuel Mattos — PSTU

Samuel Mattos, 38 anos, é professor de matemática e nasceu em Turvo, em Santa Catarina.

Ele já disputou eleições em Curitiba. Foi candidato a vice-prefeito em 2020, concorreu a deputado federal em 2022 e disputou a Prefeitura de Curitiba em 2024.

Em 2026, tenta pela primeira vez chegar ao governo do Paraná.

Sandro Alex — PSD

Sandro Alex, 53 anos, é advogado, deputado federal e ex-secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná.

Ele está no quarto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados e ganhou projeção estadual durante sua passagem pela secretaria responsável por obras rodoviárias e pelos novos modelos de concessão de rodovias.

Sandro Alex foi escolhido pelo governador Ratinho Junior para representar o grupo governista na sucessão estadual.

A candidatura coloca em disputa a continuidade do projeto político e administrativo iniciado pelo atual governo estadual.

Sergio Moro — PL

Sergio Moro, 53 anos, é senador pelo Paraná, ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública.

Ele ganhou projeção nacional como juiz responsável por processos da Operação Lava Jato e posteriormente entrou na política.

Moro deixou o União Brasil e se filiou ao PL em março de 2026 para disputar o governo do Paraná. A mudança partidária ocorreu em meio às negociações envolvendo a federação entre União Brasil e Progressistas.

A candidatura o coloca novamente em uma disputa majoritária no Estado, agora pelo comando do Palácio Iguaçu.

Tayná Miessa — UP

Tayná Miessa, 30 anos, é produtora cultural e coordenadora nacional do Movimento Olga Benário Brasil e da Casa de Referência para Mulher Enedina Marques.

Filha de operários imigrantes japoneses, ela nunca havia disputado um cargo eletivo antes de 2026.

Sua candidatura representa a Unidade Popular (UP) na corrida pelo governo paranaense.

Lista dos candidatos ao governo do Paraná em 2026

  • Adriano Teixeira — PCO
  • Alexandre Salomão — Mobiliza
  • Luiz França — Missão
  • Requião Filho — PDT
  • Samuel Mattos — PSTU
  • Sandro Alex — PSD
  • Sergio Moro — PL
  • Tayná Miessa — UP

Como ficou a disputa pelo Palácio Iguaçu

A configuração da eleição mudou ao longo de 2026. Nomes que chegaram a ser considerados para a disputa deixaram o caminho aberto para outras candidaturas.

Entre eles estão Álvaro Dias (MDB), Cida Borghetti (PP) e Paulo Eduardo Martins (Novo). Também deixaram a corrida pelo governo os deputados Alexandre Curi e Guto Silva, ambos inicialmente associados às articulações do PSD.

Curi e Guto passaram a concentrar suas campanhas na disputa pelo Senado, enquanto Álvaro Dias desistiu da candidatura ao governo.

O resultado foi uma eleição com oito nomes, mas com uma disputa política concentrada principalmente em candidaturas de maior estrutura partidária e exposição eleitoral.

Quando será a eleição para governador do Paraná?

O primeiro turno das eleições de 2026 será realizado em 4 de outubro.

Caso nenhum candidato alcance a maioria necessária para vencer no primeiro turno, o segundo turno está marcado para 25 de outubro.

As datas fazem parte do calendário oficial das eleições de 2026.

O que está em jogo no Paraná

A eleição definirá o governador que comandará o Paraná pelos próximos quatro anos e substituirá Ratinho Junior, que não poderá disputar um terceiro mandato consecutivo.

O cenário reúne, de um lado, a candidatura governista de Sandro Alex e, de outro, nomes de oposição ou independentes em relação ao atual governo, como Sergio Moro e Requião Filho.

A composição também inclui candidaturas de partidos menores, ampliando o leque de opções apresentado ao eleitor paranaense.

A disputa ainda poderá sofrer alterações até a conclusão do processo de registro das candidaturas pela Justiça Eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral determina que, após a publicação dos editais de registro, as pesquisas eleitorais que apresentarem uma lista de candidatos devem incluir todos os nomes registrados para o cargo.

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