Padre em Cascavel é preso sob suspeita de abusos sexuais contra adolescentes vulneráveis
Igreja Católica diz que religioso foi expulso nas "primeiras denúncias"
24/08/2025
CASCAVEL – Um padre católico de 41 anos foi preso neste domingo no oeste do Paraná, acusado de ter abusado sexualmente de jovens ligados à Igreja e de adolescentes em situação de vulnerabilidade social, segundo a Polícia Civil.
A investigação, conduzida pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), sustenta que o religioso mantinha, desde 2010, “um padrão de comportamento predatório”, quando ainda era seminarista. Naquele ano, de acordo com os investigadores, ele tentou abusar de um colega.
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A polícia informou que, em sua atuação mais recente, o padre atraía adolescentes oferecendo dinheiro, presentes, viagens e convites para dormir em sua residência. Parte das vítimas participava de atividades religiosas em paróquias sob sua responsabilidade.
No total, 11 pessoas foram ouvidas ao longo da apuração.
Três delas foram reconhecidas oficialmente como vítimas: uma adolescente na época dos abusos e dois adultos que, segundo a investigação, também teriam sido alvos.
O mandado de prisão temporária foi expedido, disseram as autoridades, porque o padre vinha tentando entrar em contato com testemunhas e vítimas de forma insistente. Além da prisão, a polícia cumpriu mandado de busca e apreensão em sua residência.
Embora o nome do padre não tenha sido divulgado, a Arquidiocese de Cascavel confirmou que ele havia sido afastado de suas funções eclesiásticas em 14 de agosto, logo após o surgimento das primeiras denúncias. Até o momento, a Arquidiocese não se pronunciou sobre o caso.
As investigações também identificaram indícios de irregularidades financeiras na gestão da paróquia em que o padre atuava até o fim de 2024.
Outro ponto em apuração envolve “terapias complementares” oferecidas em um consultório particular, configurando exercício ilegal da medicina.
O caso permanece sob sigilo. A Polícia Civil informou que busca identificar novas vítimas e incentivou denúncias por meio do Nucria e dos canais nacionais de proteção a direitos humanos.
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