Neokemp: Moro lidera e disputa pelo segundo lugar esquenta no Paraná
Moro 45,7%; Requião 23,2%; e Sandro, 18,2%
12/08/2026
O senador Sergio Moro (PL) aparece com 45,7% das intenções de voto para o governo do Paraná, 22,5 pontos à frente de Requião Filho (PDT), que tem 23,2%, na primeira pesquisa do Instituto Neokemp realizada depois do encerramento das convenções partidárias e da consolidação da aliança que colocou Rafael Greca (MDB) como vice de Sandro Alex (PSD). O candidato pessedista, apoiado pelo governador Ratinho Júnior, aparece em terceiro, com 18,2%, apenas cinco pontos atrás de Requião. Como a margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, Sandro Alex e Requião Filho estão tecnicamente empatados.
O levantamento foi realizado entre 10 e 12 de agosto, depois do fim do período de convenções, encerrado em 5 de agosto, e poucos dias após a formalização da chapa Sandro-Greca. O acordo incorporou o MDB à aliança governista liderada pelo PSD.
Esta pesquisa é a primeira fotografia do eleitorado paranaense depois de o quadro de candidaturas e alianças ter ficado praticamente definido.
O resultado deste levantamento não permite, contudo, atribuir diretamente à coligação o desempenho de Sandro Alex: mudanças de intenção de voto podem resultar de múltiplos fatores e uma única rodada não mede causalidade.
Moro mantém a liderança, mas perde distância no cenário comparável
A comparação com a pesquisa anterior do mesmo instituto mostra uma mudança relevante.
No levantamento realizado em 20 e 21 de julho, o Neokemp testou um cenário sem Rafael Greca no qual Moro tinha 46,7%, Requião Filho, 20%, e Sandro Alex, 12,5%. A vantagem de Moro sobre Requião era de 26,7 pontos. Agora, no cenário com a chapa Sandro-Greca consolidada, Moro tem 45,7%, Requião, 23,2%, e Sandro, 18,2%.
Assim, na comparação entre os cenários mais próximos, Moro recua 1 ponto, Requião avança 3,2 pontos e Sandro cresce 5,7 pontos. A diferença entre Moro e Requião diminui de 26,7 para 22,5 pontos percentuais.
O movimento mais expressivo é o de Sandro. O candidato do PSD passou de 12,5% para 18,2% no intervalo entre as duas pesquisas. O avanço ocorre justamente depois da incorporação do MDB à sua chapa, embora a pesquisa, isoladamente, não permita concluir que a aliança seja a causa da alta. Sob outro ângulo, porém, é possível perceber que os números atuais de Sandro Alex parecem incorporar os índices atribuídos a Sandro Alex – ele saltou para o terceiro lugar, ocupando a posição antes de Greca.
Sandro e Requião estão empatados tecnicamente
A diferença entre Requião Filho e Sandro Alex é de 5 pontos percentuais: 23,2% contra 18,2%.
Com margem de erro de 3,1 pontos para mais ou para menos, os intervalos nominais dos dois candidatos são:
- Requião Filho: 20,1% a 26,3%;
- Sandro Alex: 15,1% a 21,3%.
Observa-se uma sobreposição dos intervalos. Em termos estatísticos, não é possível afirmar que Requião esteja isoladamente à frente de Sandro. Os dois estão tecnicamente empatados.
A cautela é ainda mais importante porque a margem de erro não significa que cada candidato necessariamente varie exatamente 3,1 pontos. Ela é uma medida associada à incerteza amostral do levantamento.
Governo do Paraná/Neokemp
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Rejeição expõe limite para os dois líderes
A pesquisa traz outro dado relevante: os dois candidatos que lideram as intenções de voto também concentram os maiores índices de rejeição.
Requião Filho registra 42,6%, seguido por Sergio Moro, com 32,8%. Sandro Alex tem apenas 6,4%.
Na rodada anterior do Neokemp, Requião tinha 38,9% de rejeição e Moro, 27,6%. Houve aumento de 3,7 pontos na rejeição a Requião e de 5,2 pontos na de Moro. Sandro passou de 5,3% para 6,4%, alta de 1,1 ponto.
O dado cria uma assimetria importante na disputa: Moro e Requião concentram muito mais intenção de voto, mas também carregam os maiores níveis de resistência. Sandro, embora ainda esteja atrás dos dois em intenção de voto, apresenta rejeição muito menor entre os dois primeiros.
A combinação sugere que a margem de crescimento dos candidatos não depende apenas da capacidade de conquistar eleitores indecisos, mas também de preservar ou reduzir a resistência existente a seus nomes.
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Moro chega ao novo cenário com vantagem consolidada
A série recente do Neokemp mostra que Moro permanece na primeira colocação em diferentes configurações da disputa.
Em julho, o instituto encontrou Moro com 40,7%, Requião com 18,6% e Sandro com 10,6% em um cenário mais amplo. No cenário sem Greca, Moro chegou a 46,7%, Requião a 20% e Sandro a 12,5%.
Agora, com a disputa reorganizada, Moro aparece com 45,7%. O resultado indica estabilidade em patamar elevado, enquanto o movimento mais significativo ocorre entre os candidatos que disputam a segunda posição.
O ponto central da série não é apenas a liderança de Moro, que se mantém, mas a redução da distância entre os nomes que ocupam o segundo e o terceiro lugares.
Se a eleição fosse hoje, haveria segundo turno?
Pela legislação eleitoral, para vencer a eleição para governador no primeiro turno, um candidato precisa obter mais de 50% dos votos válidos. Caso nenhum alcance esse percentual, os dois mais votados disputam o segundo turno.
A pesquisa apresenta Moro com 45,7% no conjunto total das respostas. Entretanto, ao retirar os votos brancos e nulos e considerar apenas os candidatos, os nomes listados somam 91,1%. Nessa base, os 45,7% atribuídos a Moro equivaleriam a aproximadamente 50,2% dos votos válidos.
Isso significa que, pela fotografia pontual da pesquisa, Moro ultrapassaria por pouco a metade dos votos válidos e venceria no primeiro turno.
Mas há uma ressalva decisiva: essa conclusão não pode ser tratada como previsão de resultado. Uma diferença de aproximadamente 0,2 ponto acima da marca de 50% é muito menor que a margem de erro de 3,1 pontos. Estatisticamente, portanto, a pesquisa não permite afirmar que Moro esteja efetivamente acima ou abaixo dos 50% dos votos válidos.
O cenário de primeiro turno permanece aberto à evolução da campanha.
A pesquisa Neokemp Paraná foi registrada no TSE sob o número PR-03242/2026. Foram ouvidos 1.008 eleitores entre os dias 10 e 12 de agosto. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais e a confiabilidade de 95%.
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