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Mais um acidente na Serra da Esperança, trecho não duplicado da BR-277

Um dos motoristas, de 47 anos, ficou gravemente ferido; veja o vídeo

12/11/2025
Colisão envolveu três caminhões, um deles com placas de GuarapuavaColisão envolveu três caminhões, um deles com placas de Guarapuava

A Serra da Esperança voltou a ser palco de mais um grave acidente, na manhã desta quarta-feira(12), com congestionamentos que se prolongaram por horas, reforçando a preocupação crescente com as condições da BR-277. Por volta das 8h, no km 313, já no lado de Prudentópolis (a Serra faz divisa com Guarapuava), uma colisão lateral entre três caminhões deixou um motorista ferido e interrompeu parcialmente o tráfego em um dos trechos mais perigosos da rodovia.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o acidente envolveu um caminhão Scania vermelho com placas paraguaias, um Volvo branco de Cascavel (PR) e um Volkswagen também branco, de Guarapuava (PR). O motorista guarapuavano, de 31 anos, não se feriu – assim como a passageira, de 38 anos, e duas crianças, de 3 e 5 anos, que o acompanhavam.

O condutor do caminhão Volvo, um homem de 47 anos, sofreu ferimentos graves e foi socorrido ao Hospital Santa Tereza, em Guarapuava. Já o motorista do caminhão paraguaio, de 34 anos, saiu ileso. Testes de bafômetro realizados nos condutores apontaram resultado negativo para ingestão de álcool.

O trecho permaneceu parcialmente interditado no sistema “pare e siga” para o atendimento e a remoção dos veículos, o que causou lentidão no fluxo da rodovia durante a manhã.

O acidente soma-se a uma série de ocorrências recentes na Serra da Esperança – um ponto crítico da BR-277 conhecido pelas curvas acentuadas, pista simples e alto índice de colisões envolvendo veículos de carga.

Nas últimas semanas, movimentos têm intensificado a pressão por investimentos e pela duplicação da rodovia, que corta o Paraná de ponta a ponta e é considerada essencial para o escoamento da produção agrícola e industrial do Estado. A Serra da Esperança, em especial, tornou-se símbolo dessa reivindicação, diante da frequência de acidentes e das dificuldades de tráfego no trecho. Pelo contrato atual, a concessionária EPR tem prazo legal para iniciar a obra na Serra somente a partir de 2030.

Enquanto o projeto de duplicação segue em debate, motoristas e moradores da região convivem com o medo cotidiano de que o próximo acidente possa ser ainda mais grave.

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