Polícia Civil investiga ataque de pitbull contra os próprios tutores em Guarapuava
Animal continua sob cuidados da família
28/05/2026
A 14ª Subdivisão Policial de Guarapuava afirmou que irá ouvir testemunhas para esclarecer as circunstâncias do ataque de um cão da raça pitbull contra os próprios tutores, registrado na manhã desta quinta-feira (28), na região central da cidade.
Segundo a corporação, o caso ocorreu por volta das 10h20, em uma residência na Rua Guaíra, a cerca de 100 metros da sede da 14ª Subdivisão Policial (SDP). Policiais civis foram acionados após um funcionário de um açougue procurar ajuda na delegacia relatando que o animal estaria atacando pessoas nas proximidades.
Casal recebeu atendimento médico, depois que o cachorro foi alvejado por policiais, sem letalidade, e sedado
De acordo com a PCPR, os agentes seguiram a pé até o imóvel indicado e encontraram o tutor do cão, um homem de 53 anos, coberto de sangue e tentando conter o animal. Conforme o relato policial, o homem pedia socorro enquanto tentava impedir novos ataques.
Para realizar o resgate, os policiais utilizaram munição menos letal de impacto controlado. Ainda segundo a corporação, o pitbull resistiu inicialmente, mas interrompeu as agressões após ser atingido diretamente por um dos disparos, recuando para os fundos da residência.
Na sequência, os agentes constataram que a esposa do tutor, de 51 anos, também havia sido atacada pelo animal antes da chegada da equipe policial. A mulher sofreu ferimentos graves na região do rosto.
O cão permaneceu contido no imóvel até a chegada do médico veterinário Rodrigo Antônio Martins de Souza, que colaborou voluntariamente na ocorrência e realizou a sedação do animal. Após o procedimento, o pitbull foi entregue aos familiares das vítimas para atendimento clínico especializado.
Em nota, a Polícia Civil informou que, a princípio, o ataque isolado não caracteriza crime automaticamente. No entanto, testemunhas deverão ser ouvidas nos próximos dias para apurar o que teria provocado a reação do animal.
A corporação destacou que um inquérito policial poderá ser instaurado caso sejam identificados indícios de omissão de cautela, maus-tratos ou qualquer outra conduta criminosa relacionada ao caso.
As vítimas receberam atendimento médico. O estado de saúde delas não havia sido atualizado oficialmente até a publicação desta reportagem.
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