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Inglaterra e Argentina avançam às semifinais após sábado de emoção na Copa do Mundo

Messi comanda classificação argentina e confronto histórico entre sul-americanos e ingleses ganha novo capítulo

11/07/2026
O inglês Jude Bellingham decide na prorrogaçãoO inglês Jude Bellingham decide na prorrogação

O sábado (11) definiu as duas últimas vagas nas semifinais da Copa do Mundo de 2026. Em partidas marcadas por equilíbrio, intensidade e grandes atuações individuais, Inglaterra e Argentina confirmaram o favoritismo, mas precisaram superar forte resistência de Noruega e Suíça para seguir na disputa pelo título.

Resultados do dia: Inglaterra 2 x 1 Noruega (prorrogação); Argentina 3 x 1 Suíça (prorrogação)

A Inglaterra encontrou dificuldades diante da organizada seleção norueguesa, que abriu o placar com Andreas Schjelderup e chegou a controlar boa parte da partida. No entanto, Jude Bellingham voltou a assumir o papel de protagonista do Mundial.

O meia empatou ainda no tempo regulamentar e marcou novamente logo no início da prorrogação, garantindo a vitória por 2 a 1 e levando os ingleses à semifinal. A equipe comandada por Thomas Tuchel mostrou resiliência, mas também evidenciou problemas na criação ofensiva e na consistência defensiva durante vários momentos do jogo.

Lionel Messi, sempre decisivo

Análise

A Inglaterra continua avançando muito mais pela qualidade de seus talentos individuais do que pelo desempenho coletivo. Bellingham vive um torneio extraordinário e se consolida como um dos principais candidatos ao prêmio de melhor jogador da Copa.

Já a Noruega deixa o torneio valorizada. Mesmo eliminada, mostrou evolução competitiva e confirmou que o país passou a integrar o grupo das seleções capazes de enfrentar as potências europeias em igualdade.

Argentina cresce na hora decisiva

A Argentina derrotou a Suíça por 3 a 1 após a prorrogação, mas o placar não traduz a dificuldade encontrada pelos atuais campeões mundiais.

A seleção suíça conseguiu neutralizar Lionel Messi durante boa parte do confronto e levou o jogo empatado até a prorrogação. A expulsão de Breel Embolo mudou completamente o cenário, permitindo que os argentinos encontrassem mais espaços.

Julián Álvarez e Lautaro Martínez decidiram a classificação, enquanto Messi, mesmo sem marcar, participou da construção ofensiva e deu assistência importante para o gol de Alexis Mac Allister.

Análise

A Argentina demonstra enorme capacidade de sobreviver em partidas complicadas. A equipe ainda não apresenta o brilho ofensivo visto em outros momentos da competição, mas possui maturidade, experiência e um elenco capaz de resolver jogos equilibrados.

A atuação reforça a impressão de que Lionel Scaloni montou um time preparado para crescer justamente na fase eliminatória.

Semifinais definidas

Os confrontos das semifinais ficaram assim:

  • Argentina x Inglaterra
  • França x Espanha

Projeções

Argentina x Inglaterra

Será, provavelmente, o confronto mais aguardado da Copa até aqui.

Além da rivalidade histórica entre as duas seleções, o duelo coloca frente a frente duas gerações distintas:

  • Lionel Messi, disputando possivelmente seu último Mundial;
  • Jude Bellingham, principal símbolo da nova geração inglesa.

No aspecto tático, espera-se uma partida bastante equilibrada. A Argentina possui maior controle da posse de bola e experiência em decisões. A Inglaterra apresenta força física, intensidade e uma das melhores transições ofensivas do torneio.

O duelo deve ser decidido nos detalhes, especialmente nas disputas do meio-campo.

França x Espanha

A outra semifinal reúne as duas seleções que talvez tenham apresentado o futebol mais consistente do Mundial.

A França aposta na velocidade e no poder de decisão de Mbappé. Já a Espanha mantém sua tradicional capacidade de controle da posse e organização coletiva.

É um confronto sem favorito claro.

Quem chega mais forte?

Após as quartas de final, a impressão é que as quatro seleções possuem características bem distintas:

  • Argentina: experiência, maturidade e enorme capacidade de decidir jogos difíceis.
  • Inglaterra: talento individual em alta, especialmente com Jude Bellingham.
  • França: elenco mais físico e profundo da competição.
  • Espanha: melhor futebol coletivo apresentado até agora.

Se o desempenho recente servir como referência, França e Espanha chegam com atuações mais convincentes, enquanto Argentina e Inglaterra demonstraram uma qualidade essencial em torneios eliminatórios: vencer mesmo quando não conseguem jogar no seu melhor nível. É justamente essa característica que costuma separar candidatos ao título dos simples favoritos.

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