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Copa do Mundo entra na reta decisiva com duelo de gigantes nas semifinais

França, Espanha, Inglaterra e Argentina mantêm viva a disputa pelo título; confrontos reúnem tradição, gerações talentosas e diferentes estilos de jogo

12/07/2026

 

Após quase um mês de competição, a Copa do Mundo de 2026 chegou ao momento em que margem de erro praticamente desaparece. As quartas de final encerraram a participação de 44 das 48 seleções do torneio e deixaram quatro campeãs mundiais na disputa: França, Espanha, Inglaterra e Argentina. O domingo (12) marcou o início de uma pausa de dois dias antes das semifinais, fase que concentra alguns dos confrontos mais aguardados do futebol internacional.

Na terça-feira (14), França e Espanha se enfrentam em Dallas. Um dia depois, Inglaterra e Argentina duelam em Atlanta por uma vaga na decisão. A final está marcada para 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

O cenário desta reta final evidencia uma mudança em relação às últimas edições do Mundial.

Pela primeira vez em 36 anos, apenas seleções que já conquistaram a Copa do Mundo chegaram às semifinais. Além disso, os quatro semifinalistas ocupam as primeiras posições do ranking da FIFA, reforçando a impressão de que o torneio caminhou para um desfecho entre as principais potências do futebol mundial.

A França chega embalada por um elenco que combina experiência e profundidade técnica. Vice-campeã em 2022 e campeã em 2018, a equipe manteve alto nível competitivo ao longo do ciclo e é apontada por modelos estatísticos como a principal favorita ao título.

Do outro lado estará a Espanha, cuja campanha foi marcada pelo controle da posse de bola e pela renovação de sua geração.

A equipe busca recuperar o protagonismo alcançado no título de 2010 e aposta em um modelo de jogo baseado na circulação rápida da bola e na intensidade sem ela.

A outra semifinal reedita um dos confrontos mais carregados de simbolismo na história das Copas. Inglaterra e Argentina voltam a se enfrentar em um Mundial depois de capítulos marcantes como o duelo de 1986, eternizado pelos gols de Diego Maradona, e o reencontro de 1998. Agora, a rivalidade ganha um novo episódio em um contexto diferente, mas ainda cercado por enorme expectativa.

Inglaterra e Argentina, o combate mais esperado nesta fase

A seleção inglesa alcança a semifinal impulsionada por uma geração considerada uma das mais talentosas de sua história recente. Após superar a Noruega na prorrogação, o time comandado por Thomas Tuchel tenta encerrar um jejum de títulos mundiais que já dura seis décadas.

A Argentina, atual campeã mundial, continua apostando na experiência de Lionel Messi e na consistência construída pelo técnico Lionel Scaloni.

A classificação diante da Suíça exigiu esforço extra, mas reforçou uma característica recorrente da equipe: a capacidade de crescer em jogos eliminatórios.

A pausa entre as quartas e as semifinais também representa um período estratégico para as comissões técnicas. Além da recuperação física dos atletas, os treinadores utilizam os dias sem jogos para ajustar esquemas táticos e estudar adversários que apresentam características bastante distintas entre si.

Independentemente dos resultados, a fase semifinal já oferece um retrato da atual hierarquia do futebol internacional. O Mundial entra em sua semana decisiva reunindo quatro seleções acostumadas a disputar títulos, com diferentes modelos de jogo, mas um objetivo comum: conquistar a taça mais importante do esporte e escrever um novo capítulo na história da competição.

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