Guarapuava inaugura novo ciclo do turismo com Festa Nacional da Cevada e do Malte e projetos estruturantes
Município consolida, em 2025, uma virada estratégica que reposiciona a cidade no mapa turístico do Estado
25/12/2025
Festa Nacional da Cevada e do Malte foi um dos grandes eventos de 2025: sucesso de público e futuro promissor no segmento turísticoGuarapuava encerrou 2025 com a certeza de ter inaugurado um novo capítulo de sua história turística. O marco simbólico desse movimento foi a realização da 1ª Festa Nacional da Cevada e do Malte, evento que extrapolou o calendário festivo para assumir papel de coroamento de um ciclo mais amplo de investimentos, planejamento e reposicionamento do município como destino de eventos, negócios, natureza e cultura.
Realizada ao longo de três dias, a festa reuniu milhares de pessoas, atraiu visitantes de diferentes regiões e movimentou a economia urbana. Shows nacionais e regionais, praça gastronômica estruturada, estandes de cervejarias artesanais locais e a valorização da produção ligada à cevada e ao malte deram ao evento uma identidade própria, conectada à vocação agrícola e industrial da região. Mais do que entretenimento, a festa funcionou como vitrine de um setor que começa a se organizar de forma integrada: turismo, gastronomia, cultura e economia criativa.
Rainha da Festa Nacional da Cevada e do Malte (Milena Borodiak), shows nacionais e centro de eventos lotado: fluxo turístico regional e porta aberta para edições ainda maiores
A aposta no turismo de eventos não é casual. Estudos do setor indicam que esse segmento gera maior permanência média, consumo diversificado e impacto direto sobre serviços como hotelaria, alimentação, transporte e comércio. Em Guarapuava, a Festa da Cevada e do Malte mostrou capacidade de atrair público regional, ocupar a cidade em baixa sazonalidade e projetar uma imagem contemporânea, associada à inovação e à produção artesanal de qualidade.
Ao longo de 2025, o município ampliou esse movimento com uma agenda contínua de eventos culturais, gastronômicos e temáticos – da Páscoa no centro histórico à programação natalina descentralizada pelos bairros e distritos. A lógica é clara: transformar o espaço urbano em palco permanente de experiências, fortalecendo o vínculo da população com a cidade e oferecendo motivos recorrentes para o retorno de visitantes.
Guarapuava: município com natureza exuberante e uma cidade com infraestrutura consolidada
Natureza como âncora e infraestrutura como base
Paralelamente aos eventos, 2025 também foi o ano de consolidação de projetos estruturais no turismo de natureza. O Parque do Salto São Francisco, que abriga a maior queda livre do Sul do Brasil, passou a operar sob um novo modelo de gestão compartilhada, entre Município e Estado, permitindo maior controle do uso público, segurança, preservação ambiental e planejamento turístico.
O salto, já consagrado como cartão-postal regional, deixa de ser apenas um atrativo isolado para se tornar âncora de um sistema mais amplo de visitação, com potencial para gerar roteiros integrados, turismo de aventura e permanência prolongada. A iniciativa sinaliza maturidade institucional ao alinhar conservação ambiental e desenvolvimento econômico, uma equação cada vez mais exigida pelo turismo contemporâneo.
Tudo isso aconteceu ao longo de 2025, quando a nova Gestão Municipal começou a esquentar os motores para projetos ainda maiores.
Protótipo do Ponto Paraná: projeto inspirado neste modelo será implantado em Guarapuava
Ponto Paraná e a lógica dos negócios
Outro projeto iniciado em 2025 ajuda a explicar a mudança de patamar pretendida pela Prefeitura Municipal: o Ponto Paraná, uma central turística e de serviços que será implantada às margens da BR-277, junto ao quadro urbano da cidade. Pensado como porta de entrada, centro de informações, espaço para negócios e promoção regional, o equipamento dialoga diretamente com o turismo corporativo e de eventos, aproveitando a posição estratégica de Guarapuava como entroncamento rodoviário.
A proposta é clara: capturar fluxos que hoje apenas atravessam a cidade, transformando passagem em permanência, negócios em experiências e deslocamento em consumo local.
Coral dos Anjos e o Natal em Guarapuava: um mês de grandes eventos, movimentando o turismo regional, na cidade e interior
Identidade, cultura e economia criativa
No plano cultural, 2025 também marcou o avanço de políticas voltadas à identidade local. Projetos de incentivo à produção de souvenirs artesanais, oficinas de design, mentorias e integração com eventos oficiais reforçam a economia criativa como componente do turismo. A lógica é simples: destinos competitivos não vendem apenas paisagens ou festas, mas narrativas, símbolos e pertencimento.
A indústria cervejeira artesanal surge, nesse contexto, como elo entre agricultura, indústria, gastronomia e cultura. A Festa Nacional da Cevada e do Malte sintetiza essa convergência ao transformar um insumo produtivo em elemento cultural, turístico e simbólico. E mais: entre premiadas marcas nacional e internacionalmente, na terra onde primeiro se cultivou a cevada e depois a transformou em malte, até chegar à indústria cervejeira.
Identidade cultural: projetos interligados da Gestão Municipal – envolvendo Comunicação, Cultura, Educação e Turismo e Eventos – têm como objetivo maior valorizar o "orgulho de ser guarapuavano"
Um novo ciclo
O que se observa em Guarapuava é o desenho de uma política pública de turismo que articula eventos, natureza, infraestrutura, negócios e cultura. A 1ª Festa Nacional da Cevada e do Malte não encerra esse processo – ela o inaugura oficialmente.
Se os próximos anos mantiverem o ritmo e a coerência de 2025 – e continuará, se depender da Gestão Municipal –, o município tende a se afirmar como destino com identidade própria, agenda permanente e capacidade de gerar desenvolvimento econômico a partir do turismo. Um novo ciclo, agora, está em curso.
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