Governo federal cria quatro reservas ambientais com 669 mil hectares no Amazonas
Novas unidades protegem a biodiversidade e permitem o uso sustentável dos recursos naturais pelas comunidades agroextrativistas
09/09/2026
Medidas conciliam preservação da floresta com atividades econômicas conduzidas por comunidades tradicionais. Pacote inclui manejo sustentável e R$ 50,5 milhões para territórios quilombolasO governo federal criou quatro reservas de desenvolvimento sustentável no Amazonas, que, juntas, abrangem cerca de 669 mil hectares.
Os decretos buscam proteger a biodiversidade da região e os modos de vida das populações que dependem do extrativismo e da agricultura familiar.
As reservas de desenvolvimento sustentável são unidades de conservação que conciliam a preservação ambiental com a permanência das comunidades tradicionais. Nelas, os moradores podem utilizar os recursos naturais, desde que respeitem as regras de manejo e conservação.
As novas áreas são Tupana Igapó-Açu I, em Borba; Tupana Igapó-Açu II, entre Beruri e Tapauá; Canaã, nos municípios de Careiro e Autazes; e Mirari, em Humaitá.
Parque nacional no Piauí também é ampliado
Outro decreto do governo federal acrescentou 7.192 hectares ao Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí. Com a ampliação, a unidade passa a ocupar 13.502 hectares.
A medida pretende fortalecer a preservação ambiental e ampliar o potencial do turismo sustentável. Os decretos foram assinados em uma cerimônia alusiva ao Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro.
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Floresta de Humaitá terá manejo sustentável
Durante o evento, o Serviço Florestal Brasileiro também formalizou contratos de concessão das Unidades de Manejo Florestal II e III da Floresta Nacional de Humaitá, no Amazonas.
Os contratos têm validade de 40 anos e abrangem 162,7 mil hectares. Com a medida, as três unidades da floresta nacional passam a reunir 200,9 mil hectares sob manejo sustentável.
A concessão autoriza a exploração controlada de produtos e serviços florestais, mediante regras ambientais e acompanhamento do poder público. A área permanece como patrimônio da União.
Comunidades quilombolas recebem R$ 50,5 milhões
O governo federal anunciou ainda a destinação de R$ 50,5 milhões do Fundo Amazônia ao projeto Naturezas Quilombolas. Os recursos são não reembolsáveis e deverão financiar ações de gestão territorial e ambiental na Amazônia Legal.
A previsão é elaborar e implementar planos de gestão em mais de 16 territórios quilombolas. O projeto terá duração de 60 meses e será executado pela Fundação Guamá.
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