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Cenário de guerra: imagens aéreas mostram uma cidade totalmente devastada

Ratinho Júnior decreta estado de calamidade pública em Rio Bonito do Iguaçu; ministra Gleisi Hoffmann comanda força-tarefa nacional

08/11/2025
Estima-se que até 90% da área urbana de Rio Bonito do Iguaçu foram destruídos pelo tornadoEstima-se que até 90% da área urbana de Rio Bonito do Iguaçu foram destruídos pelo tornado

magens aéreas revelam uma paisagem devastada no Centro-Sul do Paraná. Em Rio Bonito do Iguaçu, o que antes era uma cidade de pouco mais de 13 mil habitantes agora se assemelha a um campo de guerra. Segundo o governo estadual, cerca de 90% das residências e prédios comerciais foram destruídos pelo tornado que atingiu o município na tarde de sexta-feira (7), com mortos e centenas de feridos.

O governador Ratinho Junior decretou estado de calamidade pública neste sábado (8), permitindo a liberação imediata de recursos e a adoção de medidas emergenciais. “Como cerca de 90% da cidade foi afetada, decretamos calamidade para acelerar o atendimento e a reconstrução”, afirmou o governador, que acompanha pessoalmente as operações de resgate e apoio humanitário.

A Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, a Copel, a Sanepar e equipes da Secretaria de Saúde trabalham desde a madrugada para restabelecer serviços essenciais. “Mobilizamos equipes do Interior e da Capital, ambulâncias para Cascavel e tropas de Londrina e Cascavel”, disse Ratinho. “O objetivo é garantir abrigo e assistência imediata às famílias.”

Nas cidades vizinhas de Laranjeiras do Sul, Guarapuava e Cascavel, hospitais e unidades de pronto atendimento registraram mais de 437 atendimentos. A rede pública de saúde foi reforçada com 30 ambulâncias e mais de 100 profissionais entre médicos, enfermeiros e voluntários.

O Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) enviou milhares de unidades de soro e insumos hospitalares. A Secretaria de Saúde confirmou seis mortes, sendo cinco em Rio Bonito do Iguaçu — três homens (49, 57 e 83 anos) e duas mulheres (14 e 47 anos) — e uma em Guarapuava. Há ainda um desaparecido.

Força-tarefa federal chega ao Estado

A partir de Brasília, uma comitiva liderada pela ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, chega ao Paraná por volta das 13h deste sábado para coordenar as ações da Defesa Civil Nacional. O desembarque será no aeroporto de Cascavel.

A força-tarefa, determinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reúne representantes do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, do Ministério da Saúde e da Itaipu Binacional. “A missão é levar apoio e iniciar os procedimentos de reconstrução”, disse Gleisi Hoffmann. “Este é um momento de união e solidariedade.”

Ajuda humanitária e reconstrução

A Defesa Civil estadual já distribuiu 2.600 telhas, 1.200 cestas básicas, 565 colchões e kits de higiene e limpeza. Por enquanto, o governo pede que doações não sejam enviadas diretamente ao município, para evitar sobrecarga logística.

O Fundo Estadual de Calamidade Pública, que recebeu R$ 50 milhões adicionais nesta semana, deve ser uma das principais fontes para financiar a reconstrução. A Cohapar foi encarregada de estudar soluções para reconstruir as moradias destruídas.

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