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Tornado em Guarapuava deixa agricultor morto e destruição em assentamento do MST

Viga de concreto caiu sobre o José Neri Gemerias; esposa sobreviveu

08/11/2025
Casa onde o agricultor morava: comunidades estão recolhendo donativos para auxiliar flageladosCasa onde o agricultor morava: comunidades estão recolhendo donativos para auxiliar flagelados

O agricultor José Neri Gemerias, de 52 anos, morreu soterrado após o desabamento de sua casa no Assentamento Nova Geração, em Guarapuava (PR), no início da noite desta sexta-feira (7). Ele é a única vítima fatal confirmada na cidade após a passagem de um tornado que atingiu a região. Outras quatro pessoas morreram em Rio Bonito do Iguaçu, município vizinho, também em decorrência do fenômeno climático.

De acordo com relatos de moradores, Gemerias estava em casa com a esposa quando ventos extremamente fortes atingiram a área. A residência não resistiu e desabou. A mulher conseguiu escapar e passa bem.
O cenário no assentamento é de destruição: casas e veículos destruídos, árvores arrancadas pela raiz e estradas bloqueadas por escombros e galhos. A comunidade, formada por famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), tem recebido apoio de voluntários e doações de alimentos, roupas e materiais de construção.

Caixa d'água, no centro do Assentamento Nova Geração: entorno destroçado

Equipes de resgate e máquinas foram mobilizadas ainda na noite de sexta-feira para o local, às margens da PR-170, próximo ao distrito de Entre Rios. A pista chegou a ficar interditada por causa da queda de árvores.

A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros participaram da operação de resgate. Segundo o boletim policial, o corpo do agricultor foi localizado com o auxílio de uma retroescavadeira, soterrado sob uma viga. O óbito foi confirmado no local pelos bombeiros.

Na manhã de sábado, as buscas e salvamento foram monitoradas com apoio de um helicóptero enviado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública. A aeronave fez diversos sobrevoos pela cidade e regiões rurais.

O fenômeno meteorológico, raro na região, surpreendeu moradores e autoridades locais. A Defesa Civil monitora os danos e avalia o número de famílias desabrigadas.

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