A importância do diagnóstico e prevenção da doença renal crônica
Paraná registra mensalmente aproximadamente 6 mil pacientes passando por procedimentos de hemodiálise
12/03/2026
No Dia Mundial do Rim, lembrado nesta quinta-feira (12), a Secretaria da Saúde do Paraná alerta para a necessidade do diagnóstico precoce e da prevenção da Doença Renal Crônica (DRC). Neste ano, a campanha sobre o tema foca no acompanhamento regular da saúde renal, uma vez que o órgão desempenha funções vitais no organismo, como a filtragem de toxinas, a regulação da pressão sanguínea, o controle do balanço químico e a manutenção da saúde dos ossos e do sangue.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, cerca de 21 mil brasileiros iniciam tratamentos por diálise (procedimento para filtrar o sangue). No cenário regional, o Paraná registra mensalmente aproximadamente 6 mil pacientes passando por procedimentos de hemodiálise (tipo específico de filtragem com uso de máquina externa), evidenciando o impacto da doença no sistema de saúde estadual.
Para casos de DRC em estágio avançado, o transplante de rim surge como a opção terapêutica mais completa e eficaz. No último ano, o Paraná realizou 445 transplantes de rim, consolidando o órgão como o líder em procedimentos no estado, representando 57,57% do total de transplantes realizados.
O Estado também se destaca nacionalmente pela baixa taxa de recusa familiar para doação de órgãos. Enquanto a média nacional de recusa é de 45%, o Paraná mantém um índice de 30%.
Evolução silenciosa
A Doença Renal Crônica é caracterizada por uma evolução silenciosa, especialmente em suas fases iniciais, o que frequentemente leva a diagnósticos tardios. Por essa razão, a realização periódica de exames de sangue (creatinina) e urina é fundamental para identificar alterações antes que o quadro se agrave. Na rede pública de saúde, o rastreamento dessas condições está disponível para a população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
A prevenção está ligada ao estilo de vida. O controle de fatores de risco como diabetes, hipertensão arterial, obesidade e tabagismo é a principal estratégia para evitar o comprometimento dos órgãos. Além desses, o histórico familiar e o uso indiscriminado de medicações também exigem atenção redobrada. Quando a função renal atinge estágios críticos, o paciente pode necessitar de diálise ou hemodiálise.
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