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Sopas, cafés e sabores que aquecem: veja sugestões para curtir o inverno em Guarapuava e região

Com a chegada do frio, pratos típicos e bebidas encorpadas ganham espaço nos cardápios das famílias e restaurantes da Região Central do Paraná

21/06/2025

Quando o termômetro despenca e a geada cobre os campos de Guarapuava nas primeiras horas da manhã, não há dúvida: é tempo de comidas quentes e reconfortantes. O inverno na Região Central do Paraná transforma a mesa dos guarapuavanos, que apostam em sopas, pratos de forno, bebidas quentinhas e sabores típicos da culinária local para enfrentar o frio.

Mais do que um costume, cozinhar no inverno é parte da identidade da cidade. O povo já sabe que é hora de tirar a panela de ferro do armário e preparar aquele caldo grosso, com mandioca, carne, feijão e tudo mais que tiver na despensa.

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Entre os pratos mais lembrados nesta época estão a quirera com costelinha suína, o entrevero campeiro, rabada e a vacalouca, um cozido de carne com legumes típico das comunidades rurais. A polenta mole com galinha caipira ao molho também é comum em muitas cozinhas e restaurantes que valorizam as boas coisas da terra, sob forte influência dos imigrantes europeus.

Não vamos falar de churrasco, pois, todos sabem, até os gaúchos riograndenses lambem os dedos em pensar no "churras" da Serra Paranaense.Guarapuava tem uma gastronomia diversa, que vai muito além do hambúrger e do espetinho.

Estamos falando de cultura gastronômica, aquele conceito que reúne história, tradição, costumes de pai para filho e que dão razão de ser a lugares turísticos, ou mesmo nos encontros familiares de fim de semana.

Gulash, de origem húngara, trazida pelos suábios

borshch (sopa de beterraba), ucraciana

A agnoline, sopa típica italiana

No meio de tanto sotaque diferente, tem gosto para tudo. 

Se a italianada trouxe a polenta e a sopa de agnoline, os suábios de Entre Rios vieram com o gulash, à base de carne e iguarias, servida quente. 

Já os ucranianos, premiaram a região com o borshch (sopa de beterraba) e o holubtsi (charutos de repolho recheados), também indicados para o inverno.

O guarapuavano-raiz, que tem na base forte influência portuguesa miscigenada com o negro e indígena, cultiva e cultua o hábito do virado de feijão. É diferente do revirado paulista e do tutu à mineira. Aqui, a mistura tropeira do feijão é com farinha de biju, couve, toucinho de porco, alho e cebola, acompanhado de café quente e ovo mexido no desjejum da manhã ou de bisteca de porco no almoço. Se tiver fogão à lenha, tira a carne de porco guardada no meio da banha e joga sobre a chapa quente.  

Comidas e bebidas, novas vinerias

A cidade também começa a diversificar na alta gastronomia. Novas vinerias chegando e as que estão instaladas, fazem programação de dia todo – ainda que algumas estejam muito "fechadas", como se dividir experiência com outros públicos fosse coisa do outro mundo... Afinal, o sucesso dos estabelecimentos que chegaram e permaneceram, muito mais do que modismo, foi justamente trazer e compartilhar experiências. A gente entende, tudo tem seu tempo. 

Outro clássico regional que ganha força no inverno é a fortaia, uma espécie de omelete reforçada com queijo, cebola e, às vezes, linguiça. Fácil de fazer, ela costuma acompanhar café passado na hora e pão caseiro.

Caldos, massas e comida de sustância

Além dos pratos tradicionais, a estação é perfeita para os caldos cremosos, que fazem sucesso em ambientes locais. O caldo de feijão com bacon, o creme de milho verde e a sopa de batata com calabresa são opções simples, mas cheias de sabor.

Os cafés também estão se adaptando com sopas e criando ambientes intimistas, protegidos de portas ou janelas onde o vento faz a curva. Não esqueça: estamos em Guarapuava, onde o vento não uiva, ele faz uma sinfonia.

Em alguns restaurantes de Guarapuava, massas frescas e risotos começam a aparecer nos menus especiais de inverno. O nhoque com ragu de ossobuco e o risoto de pinhão com carne de porco desfiada são duas combinações que valorizam ingredientes locais e agradam ao paladar.

Para contribuir com as receitas dos "chef", seria da hora aproveitar o pinhão com opções ao rigor da criatividade de cada um.  

Cafés, chocolate quente e bebidas tradicionais

Com o friozinho, o café ganha ainda mais espaço na rotina dos guarapuavanos. Cafeterias têm apostado em variações como o café com leite e canela, o mocha com chocolate amargo e o capuccino com doce de leite artesanal.

Nas festas juninas, o quentão com gengibre e cravo e o vinho quente com maçã continuam sendo os campeões de vendas. Já em casa, muitos moradores preparam chá de erva-mate tostada com leite, tradição passada de geração em geração nas famílias do interior.

Com tudo isso, mais um atendimento simpático e eficiente por parte de quem está circulando entre as mesas (convenhamos, precisamos reflextir sobre isso), ganha o comerciante e oonsumidor. 

Viva Guarapuava!

Seis sugestões para aquecer o corpo e celebrar a tradição

Quirera com costelinha suína – Prato típico que une milho quebrado, carne e temperos fortes.

Sopa de agnoline – Receita italiana que virou tradição de inverno em Guarapuava.

Polenta om galinha caipira ao molho – Ideal para jantares em família.

Fortaia com queijo colonial e ervas – Simples, rápida e cheia de sabor.

Risoto de pinhão com carne suína desfiada – Combinação regional que surpreende.

Café com canela e rapadura – Perfeito para começar o dia bem aquecido.

Quentão com gemada – Capriche no tempero e na mistura, aquece a alma.

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