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Baitala chama comunidades e assume apoio ao turismo rural

Reunião com lideranças foi articulada pelo secretário Álvaro Grumt Filho

25/06/2025

A Prefeitura de Guarapuava intensificou o diálogo com lideranças do interior para impulsionar o turismo rural como pilar de desenvolvimento econômico e social. Em rreuniãonesta terça-feira (24) com representantes da Associação Guarapuava de Turismo Rural, secretários municipais e lideranças comunitárias, o prefeito Denilson Baitala defendeu maior integração entre o poder público e os produtores locais para fomentar rotas turísticas e ampliar a visibilidade dos atrativos do campo.

Embora ainda marginal no portfólio econômico de Guarapuava, o turismo rural tem potencial de tração  como alternativa viável diante do esgotamento de modelos tradicionais de crescimento. A região reúne uma diversidade de propriedades com vocação turística – do agroturismo à produção artesanal –, mas enfrenta entraves estruturais crônicos, como a extensão superior a 5.000 de estradas vicinais, falhas de sinalização e a limitada interlocução com a administração pública.

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“O interior de Guarapuava guarda um patrimônio cultural e natural subexplorado, inclusive pelos próprios moradores da cidade”, afirmou o prefeito Denilson Baitala.

A fala reflete uma tentativa de reposicionar o turismo rural como ativo estratégico, com potencial não apenas simbólico, mas econômico – sobretudo no que diz respeito à fixação de renda nas comunidades e ao estímulo à economia circular.

O encontro foi articulado pelo secretário Álvaro Filho (Turismo), com a participação do secretário Rafael Markus (Comunicação). Ambos atuam para avançar na organização e valorização do turismo rural, em bases econômicas sólidas

A reunião também teve caráter simbólico ao marcar um novo ciclo de escuta ativa com os representantes do setor. “É a primeira vez que somos ouvidos dentro da Prefeitura”, afirmou Márcia Stoeberl, da Associação Guarapuava de Turismo Rural, em crítica velada às gestões anteriores. A fala expõe um histórico de invisibilidade institucional que, segundo a associação, comprometeu a consolidação de um ecossistema turístico minimamente coordenado.

Entre os temas debatidos, destacaram-se demandas por infraestrutura logística, como acessos e placas de sinalização, e o fortalecimento das associações locais como elo com os visitantes. A vice-prefeita Rosângela Virmond destacou o papel da comunidade como vetor de organização e cobrança. “Essa lista de demandas mostra um engajamento que precisa ser capitalizado pela gestão”, disse.

A nova abordagem dialoga com tendências globais de valorização do turismo de experiência e sustentabilidade. No entanto, a concretização dos planos depende de variáveis ainda a serem definidas: orçamento disponível, cronogramas de execução e capacidade técnica da gestão municipal. Mais do que uma pauta de valorização cultural, o turismo rural se insinua como um teste para a articulação entre o Poder Público Municipal e a sociedade civil num modelo de desenvolvimento mais distribuído.

Se houver execução consistente, o campo poderá deixar de ser apenas uma metáfora de identidade para tornar-se um ativo econômico relevante. Guarapuava, assim, ensaia um passo além da retórica.

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