Sérgio Moro é oficializado candidato ao governo do Paraná
Convenção confirma Deltan Dallagnol e Filipe Martins ao Senado, lança 86 candidaturas proporcionais
01/08/2026
A convenção estadual do PL oficializou neste sábado (1º) a candidatura do senador Sérgio Moro ao Governo do Paraná, consolidando uma das chapas mais aguardadas das eleições estaduais. O evento também confirmou Deltan Dallagnol e Filipe Martins como candidatos ao Senado, além de homologar 86 candidaturas a deputado federal e estadual.
A convenção marcou o início oficial da campanha de Moro, que chega à disputa liderando as pesquisas de intenção de voto em um cenário político marcado por reviravoltas e negociações de última hora.
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Deltan Dallagnol e Filipe Martins: candidaturas confirmadas ao Senado
A corrida pelo Palácio Iguaçu ganhou novos contornos nos últimos dias com o acordo entre PSD e MDB, que definiu Rafael Greca como candidato a vice-governador na chapa liderada por Sandro Alex, redesenhando o equilíbrio da disputa.
Em seu discurso, Moro classificou uma eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma "tragédia moral e econômica" para o país e afirmou que aceitou a candidatura por considerar prioritária a derrota do atual governo federal.
"Apesar de termos alguma divergência e algum ressentimento com a família Bolsonaro, eu aceitei essa missão porque entendo que é importantíssima a derrota do Lula. Desde então iniciamos uma reaproximação e estamos unidos nesse projeto maior", declarou o candidato.
Críticas a Lula e ao PT
A convenção coincidiu com o aniversário de 54 anos de Moro. O evento foi interrompido para a comemoração, com um bolo estampando a imagem do candidato enquanto aliados cantavam "Parabéns".
Ao lado da esposa, Rosângela Moro, o ex-juiz recebeu o apoio das principais lideranças do partido e reforçou o discurso de combate à corrupção e à criminalidade como eixo central da campanha.
Durante a convenção, o candidato ao Senado Filipe Barros também fez críticas ao PT e afirmou que novas investigações da Polícia Federal apontariam vínculos entre lideranças petistas e o Banco Master. O parlamentar mencionou o relatório da PF que registra contatos entre o senador Jaques Wagner e um ex-sócio da instituição financeira.
Barros voltou a afirmar que foi o primeiro parlamentar a encaminhar denúncias sobre o caso à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. Também levantou suspeitas sobre supostas articulações envolvendo lideranças do PT relacionadas ao banco, sem apresentar provas durante o discurso.
Com a homologação das candidaturas, a campanha eleitoral entra em uma nova fase no Paraná, onde alianças de última hora, mudanças de estratégia e uma disputa altamente polarizada prometem transformar a eleição de 2026 em uma das mais competitivas da história recente do Estado.
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