Debate da RPC: Moro, Sandro Alex e Requião divergem sobre educação, saúde e Copel
Confronto entre candidatos ao governo do Paraná teve propostas para serviços públicos e trocas de acusações sobre obras, corrupção e alianças nacionais
30/09/2026
Entre propostas e acusações, os candidatos apresentaram caminhos distintos para os serviços públicos e a gestão estadual. O encontro expôs diferenças sobre prioridades de governo e alianças políticas na reta final da campanhaO debate da RPC entre Sergio Moro (PL), Sandro Alex (PSD) e Requião Filho (PDT), realizado na noite de terça-feira (29), colocou em discussão modelos diferentes para educação, saúde, infraestrutura e energia no Paraná.
Os candidatos também recorreram às alianças com Lula, Jair Bolsonaro e Ratinho Junior para atacar adversários e marcar suas posições na reta final da campanha.
O encontro teve quatro blocos, sendo três de perguntas sobre temas livres e um de considerações finais.
Com administração do próprio tempo de fala, os participantes alternaram apresentação de propostas e confrontos diretos antes da votação de 4 de outubro.
Educação: expansão ou mudança das escolas cívico-militares
Sandro Alex defendeu os resultados da educação estadual e anunciou a intenção de ampliar as escolas cívico-militares. Ao questionar Requião Filho, acusou o adversário de pretender fechar unidades.
Requião negou o fechamento e afirmou que pretende mudar o modelo, ampliar o ensino integral e oferecer formação técnica vinculada às necessidades regionais. Também criticou as condições de trabalho dos professores e defendeu sua valorização. “Não vamos fechar as escolas, vamos mudar o modelo”, declarou. Brasil de Fato
Saúde: filas, financiamento e atendimento no interior
Moro criticou o volume de recursos destinados à saúde e propôs priorizar a redução de filas nos hospitais filantrópicos. Sandro respondeu que o senador não teria cobrado a atualização da tabela de pagamentos do SUS e defendeu os investimentos da gestão estadual. tribunapr.com.br
Requião afirmou que construir hospitais exige também garantir profissionais e condições de funcionamento. Propôs instalar serviços de hemodiálise e quimioterapia nos hospitais regionais, para aproximar os tratamentos dos pacientes do interior, e criticou a terceirização dos atendimentos. Brasil de Fato
Copel e pedágios expõem diferenças de gestão
A qualidade do fornecimento de energia e o preço das tarifas foram temas recorrentes. Moro afirmou ser favorável à privatização da Copel, mas criticou o reajuste e as falhas no atendimento. Sandro defendeu a mudança na companhia e os contratos de pedágio. Requião sustentou a defesa de uma Copel mista, orientada ao interesse público. Brasil de Fato
Na infraestrutura, Sandro destacou as duplicações de rodovias estaduais. Moro propôs criar um observatório para acompanhar as concessionárias de pedágio, preservando contratos e obras. Requião criticou o custo dos pedágios e os aumentos do ICMS. tribunapr.com.br
Violência contra a mulher: punição e acolhimento
Moro apresentou propostas de endurecimento da resposta penal, incluindo presídios de segurança máxima. Requião defendeu uma política centrada também na prevenção e em centros com atendimento policial, apoio psicológico e acolhimento às vítimas. Brasil de Fato
Corrupção e alianças nacionais elevam o tom
Sandro questionou Moro sobre um suposto voto favorável à indicação de Flávio Dino ao STF. O senador negou. Moro também associou obras próximas ao resort Tayayá a interesses ligados ao empreendimento; Sandro classificou a acusação como mentira.
Requião cobrou coerência de Moro por integrar o PL, presidido por Valdemar Costa Neto. O senador respondeu que o dirigente não participaria de seu eventual governo. Os embates envolveram ainda acusações sobre a Credcesta e o Banco Master, contestadas por Sandro. Essas declarações foram alegações dos candidatos durante o confronto, e não conclusões de uma checagem independente. terra.com.br
Nas considerações finais, Sandro reafirmou a continuidade da gestão Ratinho Junior; Moro destacou segurança, combate à corrupção e alinhamento ao bolsonarismo; Requião priorizou serviços públicos e apoio às pequenas empresas. O debate explicitou essas diferenças, embora as acusações políticas tenham ocupado parte relevante do tempo disponível.
Todo mundo fala
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