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Sandro Alex e Ratinho Junior elevam tom político no pós-debate e buscam consolidar candidatura do PSD

Reação do candidato e do governador reforça estratégia de deslocar a disputa para experiência, gestão e capacidade de governar

11/08/2026

O "day after"ao debate da Band, nesta segunda e terça-feiras, foi marcado pela ofensiva política de Sandro Alex (PSD) e do governador Ratinho Junior em defesa da candidatura governista ao Palácio Iguaçu.

Sandro Alex aproveitou a repercussão do primeiro confronto televisivo para reforçar a imagem de candidato preparado para a disputa e disposto a enfrentar adversários em torno de propostas para o Estado.

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A manifestação do governador procura transferir para Sandro parte do capital acumulado durante sua gestão e consolidar a eleição como uma escolha entre continuidade e mudança.

A estratégia tem lógica eleitoral. Pesquisa IRG divulgada em maio mostrou que Sandro alcançava 26,2% quando associado ao apoio de Ratinho, contra 40,6% de Sergio Moro com o apoio de Flávio Bolsonaro. Em eventual segundo turno, Moro tinha 43,2%, contra 38,1% de Sandro, dentro da margem de erro.

O dado ajuda a explicar a centralidade de Ratinho na comunicação do PSD.

O governador não é apenas cabo eleitoral de Sandro; é o principal elemento de diferenciação da candidatura em uma eleição na qual o eleitor ainda avalia nomes e projetos.

Desde a escolha de Sandro, em abril, Ratinho tem apresentado o deputado federal como candidato à continuidade de sua administração. Sandro também carrega a experiência de ter comandado a Secretaria de Infraestrutura e Logística, uma das vitrines da atual gestão.

O pós-debate, portanto, amplia uma disputa que vai além do desempenho de cada candidato diante das câmeras. O que está em jogo é a narrativa que prevalecerá na campanha: a continuidade de um governo bem avaliado ou a promessa de ruptura apresentada pela oposição.

A ausência de Moro no confronto não elimina essa equação. Ao contrário, permite ao grupo governista manter o foco em Sandro e explorar a comparação entre projetos, gestão e capacidade política.

A eleição começa, assim, a adquirir uma característica mais definida: Ratinho transforma seu legado em plataforma para Sandro, enquanto o candidato precisa provar que consegue converter o apoio do governador em capital eleitoral próprio.

É nesse ponto que o desempenho nos debates deixa de ser apenas televisão e passa a funcionar como teste de liderança.

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