Reviravolta no TSE libera canal pró-Lula e põe redes no centro do segundo turno
Suspensão pedida por Flávio é derrubada horas depois
11/10/2026
Campanha petista também acusa Meta de restringir conteúdos, e empresa nega favorecimento eleitoralO vaivém de decisões no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, terminou neste domingo (11) com um resultado imediato favorável à mobilização petista: a revogação da ordem que interrompia seu funcionamento. Com mais de 3 milhões de seguidores, o espaço administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG) tornou-se alvo de uma disputa que colocou o alcance das redes sociais no centro do início do segundo turno.
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, havia determinado a suspensão a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). O ministro afirmou que o canal reproduzia conteúdos já considerados falsos pela Corte, incluindo alegações sobre aposentadorias e o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.
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Horas depois, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou a medida e encaminhou a controvérsia ao plenário.
A retomada preserva o instrumento de comunicação pró-Lula, mas não encerra a discussão sobre a legalidade de suas atividades.
Pedidos em processos diferentes
O caso já estava sob análise de Cueva. No sábado (10), ele havia solicitado informações complementares à campanha de Flávio, sem ordenar a suspensão.
Segundo o corregedor, apenas 41 minutos depois dessa decisão, a candidatura apresentou outro pedido à presidência do tribunal, acompanhado de documentos que não constavam da investigação original.
Cueva considerou necessário submeter o conflito ao colegiado para resolver a sobreposição de providências. Kassio, por sua vez, havia fundamentado sua atuação nas atribuições administrativas da presidência e na proximidade da votação de 25 de outubro.
Janones negou disseminar desinformação e afirmou que o canal era utilizado para organizar apoiadores. Lula também criticou a suspensão e anunciou uma reação judicial do PT.
Meta é alvo de outra contestação
Em uma frente distinta, a campanha de Lula acusou a Meta, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp, de restringir conteúdos e impulsionamentos petistas. Segundo a coligação, o tratamento prejudicaria sua comunicação e favoreceria Flávio Bolsonaro.
O TSE concedeu 48 horas para esclarecimentos. A Meta negou interferência eleitoral e atribuiu os problemas a falhas técnicas que, segundo a empresa, não atingiram exclusivamente o Brasil ou contas específicas. O favorecimento alegado permanece sem comprovação.
A sequência evidencia que a disputa presidencial também passa por quem consegue publicar, distribuir mensagens e manter contato com milhões de seguidores. A reversão no caso do WhatsApp beneficiou Lula no plano imediato da comunicação; seu efeito sobre a conquista de votos ainda não pode ser medido.
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