Recursos reprovados por vereadores gerariam mais de R$ 26 milhões em projetos tecnológicos para Guarapuava
O valor teria retorno imediato, com edificações para laboratórios, sem contar os resultados posteriores
31/10/2024
Os recursos que 9 vereadores se negaram a aprovar para a Cilla Tech Park (CTP), de R$ 1,5 milhão, seriam empregados pela instituição para execução de duas edificações para abrigar startup e laboratórios de testes para certificação de madeira engenheirada, uma delas em conjunto com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).
Com os projetos a serem realizados, Guarapuava está se credenciando a receber R$ 26 milhões de investimentos da Itaipu Binacional e do governo do Estado, além de outros programas em execução ou programados pela Cilla Tech Park, beneficiando empresas privadas e órgãos públicos. Entre estes, a própria Prefeitura Municipal, com apoio a milhares de estudantes das escolas municipais.
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O projeto que autorizava o repasse era de autoria do chefe do Poder Executivo, Celso Góes, e foi derrubado com o voto de 9 vereadores, a maioria da base do próprio prefeito. Entre os que votaram contra, está o líder da Bancada de Celso Góes (Cidadania), o vereador Márcio Carneiro (Cidadania), e também o vereador Nego Sílvio (PL), que é ligado à área empresarial e da inovação tecnológica.
Os vereadores contrários seguiram exposição de motivos da vereadora Terezinha Dai Prai (PT). Segundo ela, o projeto de Celso Góes retirava recursos do Fundo de Previdência dos Servidores e era injustificável, porque, a seu ver, a prioridade do prefeito deveria ser investimentos na saúde, que está sofrendo cortes de plantões médicos.
A proposta acabou sendo derrubada por 10 votos a favor e 9 contra. Pelo teor da matéria, porém, precisaria de maioria simples (11 votantes) do total de 20 vereadores aptos a votar.
RETALIAÇÃO
A reação dos vereadores foi interpretada como um "ato de rebeldia" da base de Celso Góes contra o próprio prefeito, numa fase em que se inicia a transição de gestão com a equipe do prefeito eleito, Denilson Baitala (PL).
O problema é que a iniciativa dos vereadores respingou na Cilla Tech Park – uma instituição de utilidade pública e "head" no desenvolvimento tecnológico no Paraná –, justamente na data (terça-feira) em que o ecossistema de inovação sediava o 3⁰ Educatech, o maior festival de educação tecnológica da Região Central do Paraná, envolvendo principalmente estudantes de dezenas de escolas.
A Cilla Tech Park não quis entrar no mérito sobre a origem dos recursos, dizendo que não tem alçada sobre isso, sendo uma decisão exclusiva da administração municipal.

Educatech 2024 (no alto) e um exemplar de prédio (acima) executado com madeira engenheirada: Guarapuava a um passo de se firmar com pioneirismo em pesquisa e expertise
O pedido enviado à Prefeitura foi de apoio à execução dos projetos, que, segundo a CTP, vão, de imediato, multiplicar por quase 20 o dinheiro que seria aprovado pela Câmara – só nesta fase de projetos e edificações, sem contar os resultados que virão quando os programas estiverem em funcionamento. A perspectiva é de um impulso grandioso no segmento da inovação, com reflexos na área educacional e no setor produtivo.
PROJETOS DE PONTA
Uma das edificações é um galpao onde serão implantados 21 laboratórios de testes necessários para certificações de madeira engenheirada. O projeto é realizado em parceria com o governo do Estado, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
Hoje, a maior parte destes testes é feito no exterior e os que são no Brasil, estão fora do Paraná, concentrando-se no Rio Grande do Sul e São Paulo.
Enquanto isso, as empresas que atuam com madeira engenheirada se situam no Paraná. Isto, segundo a CTP, reforça a necessidade de pesquisas e projetos.
A segunda construção e um predio de trêe andares também em madeira engenheirada, que destinado parw alojar startups e empresas de base tecnológica.
Estes dois projetos irao alavancar R$ 26 milhões de investimentos em obras e equipamentos, em negociacao com governo do Estado e Itaipu, envolvendo CTP e UTFPR.
A maior parte do recurso do projeto que não foi aprovado pelos vereadores se destina às atividades parciais da equipe da Cilla Tech Park, incluindo pagamentos de horas técnicas de trabalho no apoio às empresas residentes e associados. Também atenderia quem procura a CTP em busca de apoio e orientação empresarial.
Também está inclusão a implementação dos espaços makers vinculados à Secretaria Municipal da Educação, recentemente credenciados no Separtec do governo estadual. São 44 espacos em 44 escolas municipais, com foco em alunos da 1ª à 4ª séries, envolvendo capacitação de docentes e desenvolvimento de programas e atividades a serem realizadas nas escolas.
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