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Pitanga: Estado pede desculpas por condenação injusta de ex-policial militar

Gerson Miluski Carvalho foi preso em 1995; ato no Fórum reconheceu a responsabilidade do Estado brasileiro e formalizou acordo de reparação à família

16/10/2026
Na reparação, Estado Brasileiro reconhece que o policial (foto) confessou crimes Na reparação, Estado Brasileiro reconhece que o policial (foto) confessou crimes "sob tortura" praticado pelo Grupo Águia, que também pertencia à PM

Mais de três décadas depois da prisão do ex-policial militar Gerson Miluski Carvalho, o Estado brasileiro reconheceu sua responsabilidade por  considerar a "condenação injusta" em um ato realizado nesta quinta-feira (15), no Fórum da Comarca de Pitanga.

A cerimônia incluiu um pedido formal de desculpas à família e a assinatura de um acordo de reparação, após o reconhecimento internacional de falhas na investigação e no processo judicial.

Comandante Jakson Busnello fala em nome do 16º BPM

Participaram representantes do Ministério Público, do Poder Judiciário e da Polícia Militar, incluindo o comandante do 16º Batalhão., tenente-coronel Jakson Busnello.

A iniciativa foi articulada pela Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, para dar cumprimento a recomendações relacionadas ao caso. 

O que aconteceu

Gerson Miluski de Carvalho foi acusado de envolvimento em dois homicídios ocorridos em 3 de janeiro de 1995, no trevo de acesso a Palmital. As vítimas foram Wilson Schon e Irene Maria dos Santos. Julgado pelo Tribunal do Júri, ele recebeu uma pena de 26 anos de prisão, conforme registro de acórdão do Tribunal de Justiça do Paraná. 

A família contestou a condenação e denunciou tortura durante a investigação. A família sustentou que o policial foi torturado por integrantes do grupo Águia, da Polícia Militar. A sentença condenatória se baseou no depoimento de outro policial – segundo eles, também obtido sob tortura. 

Por que o caso chegou à esfera internacional 

Após tentativas de revisão no Brasil, a família levou a denúncia ao Sistema Interamericano de Direitos Humanos. Segundo a promotora Amanda Ribeiro dos Santos, foram examinadas falhas na investigação e no julgamento. O reconhecimento dessas irregularidades levou às medidas de reparação formalizadas em Pitanga. 

De acordo com nota do 16⁰ BPM, o ato representa o reconhecimento público da responsabilidade estatal pelos danos causados.

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