Eleições > ELEIÇÕES 2026

Pesquisa Senado: Deltan e Curi colados entre a 1ª a 2ª vagas

Alexandre Curi e Filipe Barros ficam a um ponto do líder; Gleisi e Cristina Graeml também permanecem no bloco competitivo

21/09/2026
Pesquisa Real Time Big Data coloca três candidatos da direita na disputa direta pelas duas vagas ao Senado; Gleisi e Graeml aparecem em posições secundáriasPesquisa Real Time Big Data coloca três candidatos da direita na disputa direta pelas duas vagas ao Senado; Gleisi e Graeml aparecem em posições secundárias

A nova pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta segunda-feira (21), mantém Deltan Dallagnol (Novo) na liderança numérica da corrida pelas duas vagas do Paraná no Senado. O levantamento foi feito antes de o TSE decidir pelo afastamento de Dallagnol da campanha. Ele aparece com 19% das intenções de voto. Alexandre Curi (Republicanos) e Filipe Barros (PL) estão logo atrás, empatados com 18%.

Gleisi Hoffmann (PT) registra 16%, enquanto Cristina Graeml (PSD) alcança 15%. Os cinco primeiros estão separados por apenas quatro pontos percentuais, configurando uma disputa aberta pelas duas cadeiras. Na sequência, Dr. Rosinha (PT) tem 6% e Karen Guerreiro (Missão), 1%. Joaquim do MLB (UP) e Marcelo Marcelino (PCO) não pontuaram. Brancos e nulos somam 3%, enquanto 4% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

Cinco candidatos dentro da margem

Com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, Deltan, Curi e Barros estão tecnicamente empatados na liderança.

Gleisi também permanece no bloco principal. Seu percentual pode variar entre 14% e 18%, enquanto Deltan oscila entre 17% e 21%.

Cristina Graeml, com 15%, encontra-se no limite do empate técnico com Deltan e também mantém possibilidade estatística de alcançar os candidatos mais bem colocados.

O levantamento não aponta, portanto, dois nomes isolados para as vagas. A fotografia da disputa é de cinco candidaturas competitivas, com alternância possível nas primeiras posições.

Os números representam a consolidação das respostas de primeiro e segundo votos. Nas eleições de 2026, cada eleitor paranaense poderá escolher dois candidatos ao Senado, porque estarão em disputa duas das três cadeiras do estado.

Serão eleitos os dois candidatos que receberem as maiores votações. O eleitor não pode votar duas vezes na mesma pessoa.

Série histórica mostra estabilidade de Deltan

A comparação das quatro rodadas da Real Time Big Data mostra que Deltan permanece numericamente à frente, mas não conseguiu abrir vantagem sobre os adversários.

Em 18 de agosto, o candidato do Novo tinha 19%. Subiu para 20% na rodada de 28 de agosto e retornou aos 19% nas duas pesquisas de setembro.

Alexandre Curi iniciou a série com 17%, passou para 18% no fim de agosto e permaneceu nesse patamar nas duas rodadas seguintes.

Filipe Barros também começou com 17%. Depois de repetir o percentual em 28 de agosto, chegou a 18% em setembro e manteve o resultado no levantamento mais recente.

As variações entre rodadas estão dentro da margem de erro. A série, contudo, revela uma diferença importante: Deltan permanece estável, enquanto seus adversários avançam gradualmente e comprimem a disputa.

Cristina apresenta maior avanço

Cristina Graeml registrou o maior crescimento numérico entre os cinco primeiros. A candidata do PSD passou de 13% em agosto para 15% na pesquisa atual.

O avanço de dois pontos colocou Cristina a apenas três pontos de Curi e Barros, que atualmente dividem a segunda posição.

Gleisi também apresentou evolução. A candidata do PT passou de 15% para 16% e manteve o resultado nas duas pesquisas de setembro.

Curi e Barros cresceram um ponto desde agosto. Deltan terminou a série com o mesmo percentual inicial, embora tenha oscilado para 20% em uma das rodadas.

Dr. Rosinha avançou de 5% para 6%, mas continua distante do grupo que disputa diretamente as duas vagas.

Indecisão diminui

Outro movimento observado na série é a redução dos votos indefinidos. No levantamento de 28 de agosto, brancos e nulos representavam 4%, e os eleitores que não sabiam responder somavam 6%.

Na rodada de 11 de setembro, os índices eram de 4% e 5%, respectivamente. Agora, brancos e nulos caíram para 3%, enquanto os indecisos recuaram para 4%.

A redução indica que uma parcela maior do eleitorado começou a definir seus votos. Como são duas escolhas para o Senado, entretanto, parte dos entrevistados pode ter decidido apenas um dos nomes.

Suspensão da campanha de Deltan ocorreu depois da pesquisa

O trabalho de campo foi realizado antes da decisão liminar do Tribunal Superior Eleitoral que suspendeu a campanha de Deltan Dallagnol.

A pesquisa ouviu os eleitores entre 11 e 15 de setembro. A decisão que proibiu temporariamente atos de campanha, participação em debates, propaganda eleitoral e utilização de recursos públicos foi proferida posteriormente.

Por isso, os números ainda não medem eventual impacto eleitoral da suspensão. Uma próxima rodada será necessária para verificar se a decisão fortalece o discurso de perseguição apresentado por Deltan ou provoca migração de votos para outros candidatos.

A defesa informou que recorrerá. O nome de Deltan continua na disputa jurídica enquanto o plenário do TSE não julga definitivamente o recurso relacionado ao registro da candidatura.

Direita tem três nomes no bloco principal

A pesquisa também mostra uma forte fragmentação do eleitorado de direita e centro-direita. Deltan, Filipe Barros, Alexandre Curi e Cristina Graeml disputam parcelas próximas desse campo político.

Deltan e Barros aparecem vinculados ao eleitorado bolsonarista, embora pertençam a chapas diferentes. Curi e Cristina integram a aliança estadual liderada pelo PSD e pelo governador Ratinho Junior.

No campo governista federal, Gleisi e Dr. Rosinha formam a chapa apoiada pelo PT. A diferença expressiva entre os dois mostra, porém, que parte do eleitorado de Gleisi ainda não transferiu o segundo voto ao companheiro de chapa.

Como cada eleitor pode escolher dois candidatos, alianças e pedidos de “voto casado” tendem a ganhar importância na reta final. Um candidato pode estar consolidado como primeira opção sem conseguir transferir a segunda escolha ao parceiro político.

Metodologia

A Real Time Big Data entrevistou presencialmente 1.600 eleitores do Paraná entre os dias 11 e 15 de setembro.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número PR-00532/2026.

Recomendado para você

Últimas Notícias

André Prado Banner