Política > SEGURANÇA

Pedro Moraes chama operação do Gaeco de ‘perseguição’ e nega cobrança de R$ 100 mil; VEJA O VÍDEO

Presidente da Câmara de Guarapuava contesta investigação do Ministério Público; Operação Fórmula Mágica cumpriu 20 mandados

26/08/2026
Em vídeo enviado a apoiadores, o presidente da Câmara negou as suspeitas e atribuiu a investigação a interesses políticos. As declarações foram feitas após o cumprimento de 20 mandados de busca e apreensãoEm vídeo enviado a apoiadores, o presidente da Câmara negou as suspeitas e atribuiu a investigação a interesses políticos. As declarações foram feitas após o cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão

Em vídeo publicado nas redes sociais e distribuído por WhatsApp nesta quarta-feira (26), o presidente da Câmara Municipal de Guarapuava, Pedro Moraes (MDB), classificou a Operação Fórmula Mágica como “perseguição da velha política”. O vereador negou ter cobrado propina de empresários para intermediar a regularização da obra de uma farmácia sem licença para construção em entre 2022 e 2023, quando o secretário da Habitação era o atual vereador Danilo Dominico (PP).

A manifestação de Pedro Moraes ocorreu após o Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria), com apoio do Gaeco, cumprir 20 mandados de busca e apreensão, incluindo a residência e o gabinete do presidente da Câmara Municipal. A operação foi autorizada pela 2ª Vara Criminal de Guarapuava e investiga o suposto esquema de corrupção envolvendo agentes públicos, empresários e particulares.

Segundo o Ministério Público do Paraná, Pedro Moraes e o ex-secretário municipal de Habitação Danilo Dominico teriam solicitado R$ 100 mil de um grupo empresarial ligado à construção da farmácia. Em troca, eles supostamente atuariam para viabilizar a liberação da obra. Um ex-diretor do setor tributário da Prefeitura, na mesma gestão do ex-prefeito Celso Góes, também é investigado.

O MP afirma que um dos empresários fotografou o dinheiro que seria destinado ao pagamento e que as apurações identificaram depósitos bancários na conta de Pedro Moraes. A origem, o destino e as circunstâncias dessas movimentações integram a investigação. Os fatos ainda estão sob apuração e não representam condenação dos envolvidos.

Vereador questiona motivação da operação

Sem identificar pessoas ou grupos políticos, Moraes declarou estar sendo novamente perseguido. “Sabe o que eu acho engraçado? Eu desisti da candidatura a deputado federal e, mesmo assim, os ataques continuam acontecendo. Se eu estivesse hoje em campanha, a minha vida estaria arruinada”, afirmou. "Ser perseguido faz parte da política", acrescentou.

Ao atribuir a operação à “velha política”, o presidente da Câmara sugere motivação política para uma investigação conduzida por órgãos do Ministério Público. O vereador, porém, não apresentou no vídeo provas de interferência político-partidária na atuação do Gaeco ou do Gepatria.

O Ministério Público é uma instituição independente, com atribuição constitucional para defender a ordem jurídica, o regime democrático e os interesses da sociedade. Na área criminal, cabe ao órgão investigar, requisitar diligências e apresentar denúncias à Justiça quando considera que existem elementos suficientes.

Deixou de ser candidato para fazer campanha para outros candidatos

Moraes havia anunciado anteriormente a retirada de sua pré-candidatura a deputado federal. Na ocasião, justificou a decisão pelo elevado número de candidatos de Guarapuava, cenário que, em sua avaliação, dificultaria a eleição de um representante do município.

Mesmo fora da disputa, o vereador informou que manterá seu “gabinete móvel” durante o período eleitoral. O grupo político ligado ao presidente da Câmara trabalha em favor das candidaturas de Ademar Traiano (PSD) a deputado estadual e Newton Bonin (Republicanos) a deputado federal.

Neste sexta-feira (28), a Executiva Estadual do MDB cancelou um almoço oferecido por Pedro Moraes na residência do empresário Odacir Antonelli, com a presença do presidente da executiva, deputado federal Sérgio Souza, e do candidato a vice-governador na chapa de Sandro Alex (PSD), o ex-prefeito Rafael Greca (MDB). A decisão está sendo vista como um afastamento definitivo do MDB do Paraná de Pedro Moraes – uma relação que já estava manchada desde quando o presidente da Câmara fez uma declaração pública de "lealdade" a Rafael Greca, mas no primeiro momento jurou apoio a Sandro Alex, em plena pré-campanha. 

Recomendado para você

Últimas Notícias

Nubank