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Pesquisa Quaest muda ordem das disputas ao governo e Senado no Paraná

Liderança de Moro permanece intacta, Requião Filho retoma 2º lugar; no Senado, Curi e Gleisi superam Deltan

24/08/2026
Moro, Requião Filho e Sandro Alex concentram juntos 73% das intenções de voto no cenário estimulado para o Palácio Iguaçu. Indecisos para o governo são 18% e para o Senado, 28%Moro, Requião Filho e Sandro Alex concentram juntos 73% das intenções de voto no cenário estimulado para o Palácio Iguaçu. Indecisos para o governo são 18% e para o Senado, 28%

A pesquisa Quaest  (RPC/Globo) divulgada nesta segunda-feira (24) caiu como um “tsunami” sobre os resultados eleitorais publicados até agora no Paraná. O único dado que permanece inalterado é a liderança de Sergio Moro (PL), com 37% das intenções de voto para o governo. Requião Filho (PDT) reaparece numericamente em segundo, com 21%, enquanto Sandro Alex (PSD), candidato apoiado pelo governador Ratinho Junior, registra 15%.

O resultado contraria a ordem mostrada na semana passada pelo IRG e pela RealTime Big Data, que colocaram Sandro Alex à frente de Requião Filho. Na Quaest, a diferença entre estes dois é de seis pontos, exatamente o intervalo máximo formado pela margem de erro de três pontos para cada lado. O pedetista ocupa a segunda posição numérica, mas ambos estão no limite do empate técnico.

Moro abre 16 pontos de vantagem sobre Requião Filho e 22 sobre Sandro Alex. Luiz França (Missão) e Tayná Miessa (UP) aparecem com 1% cada. Alexandre Salomão (Mobiliza), Adriano Funileiro (PCO) e Samuel de Mattos (PSTU) não pontuaram. Os indecisos somam 18%, e 7% declaram voto branco, nulo ou afirmam que não comparecerão.

A Quaest desta segunda-feira aponta para uma tendência de 2º turno, com queda de percentuais tanto de Moro como de Requião Filho em relação à pesquisa anterior

Na comparação com a Quaest de julho, no cenário sem Rafael Greca, Moro oscilou de 40% para 37%, e Requião Filho, de 24% para 21%. Sandro Alex avançou de 9% para 15% após ser oficializado como candidato governista e receber Greca como vice. Em abril, os três tinham, respectivamente, 35%, 18% e 5%.

A pesquisa espontânea reforça a liderança de Moro, citado por 13%, contra 7% de Requião Filho e 4% de Sandro Alex. Outros nomes somam 2%, enquanto 73% ainda não sabem em quem votar. Em julho, Moro tinha 8%, Requião, 3%, e Sandro, 2%, com 83% de indecisos.

Nas simulações de segundo turno, Moro vence Requião Filho por 51% a 27% e supera Sandro Alex por 48% a 19%. Sem o candidato do PL, Requião Filho aparece à frente do governista por 37% a 24%. Nesse confronto, 23% permanecem indecisos e 16% votariam em branco, anulariam ou não compareceriam.

Moro também possui o maior potencial de voto, de 54%, mas enfrenta rejeição de 33%. Requião Filho poderia receber o voto de 38% e é rejeitado por 44%. Sandro Alex tem potencial de 22% e rejeição de 16%, porém ainda é desconhecido por 62% dos paranaenses.

Senado: Curi em 1º, Gleisi em 2º e Deltan cai para 4º

A segunda reviravolta aparece na disputa pelas duas vagas do Paraná no Senado. Alexandre Curi (Republicanos) lidera numericamente com 15%, seguido por Gleisi Hoffmann (PT), com 11%. Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) estão empatados com 9%, enquanto Cristina Graeml (PSD) marca 8%.

Na sequência aparecem Dr. Rosinha (PT), com 6%, e Karen Guerreiro (Missão), com 1%. Marcelo Marcelino (PCO) e Joaquim do MLB (UP) não pontuaram. Os indecisos representam 28%, e 13% declaram votos brancos ou nulos ou dizem que não votarão.

A ordem representa uma mudança expressiva em relação às pesquisas da semana anterior. Na RealTime Big Data, Deltan liderava numericamente com 19%, enquanto Curi e Filipe Barros tinham 17%, Gleisi aparecia com 15% e Cristina Graeml, com 13%. Já a Paraná Pesquisas mostrava Deltan com 34%, seguido por Curi, com 29,6%, Gleisi, com 28,1%, e Barros, com 26%.

Embora Deltan aparecesse na primeira posição nesses levantamentos, sua vantagem não era estatisticamente folgada diante dos adversários mais próximos. A Quaest, portanto, promove uma inversão numérica relevante, mas não consolida uma liderança isolada de Curi, já que os principais candidatos continuam próximos e a margem de erro é de três pontos.

Na comparação interna, a Quaest de julho – já sem Álvaro Dias – mostrava Curi com 14%, Deltan e Filipe Barros com 12% cada e Gleisi com 11%. Agora, Curi oscilou para 15%, Gleisi permaneceu em 11%, enquanto Barros e Deltan recuaram para 9%. A principal alteração é a separação de Curi do bloco que antes aparecia tecnicamente embolado.

Como cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado, os percentuais consolidados devem ser interpretados de forma diferente da eleição para governador. O alto índice de indecisos mostra que a disputa permanece aberta, apesar da mudança na ordem numérica.

Encomendado pela RPC, o levantamento ouviu presencialmente 804 eleitores paranaenses de 16 anos ou mais entre 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número PR-05388/2026. Quaest de agosto, RealTime Big Data

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