Gepatria confirma operação que envolve Pedro Moraes, presidente da Câmara de Guarapuava
Investigações resultam em 20 mandados e tem no vereador do MDB um dos principais alvos
26/08/2026
Ação denominada “Fórmula Mágica” investiga suspeita de pagamento de R$ 100 mil para a regularização de uma obra embargada; gabinete e residência de Pedro Moraes foram vasculhadosO Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria), do Ministério Público do Paraná, confirmou uma operação realizada na manhã desta quarta-feira (26) em Guarapuava. Entre os alvos estão a residência e o gabinete do presidente da Câmara Municipal, vereador Pedro Moraes (MDB).
Batizada de “Fórmula Mágica”, a operação cumpriu 20 mandados de busca e apreensão em endereços ligados à Câmara, à Prefeitura, a servidores públicos e a empresários. A investigação apura um suposto pagamento de R$ 100 mil em propina para viabilizar a regularização de uma obra que havia sido embargada.
As primeiras informações foram divulgadas pelo Blog Politicamente, de Curitiba, e posteriormente confirmadas pela assessoria do Gepatria ao Portal Paraná Central. O órgão, no entanto, informou que os detalhes oficiais da investigação serão apresentados em nota do Ministério Público ainda nesta quarta-feira.
Segundo as primeiras informações, agentes estiveram inicialmente na residência de Pedro Moraes, onde teriam apreendido um telefone celular e um computador. Depois, as buscas foram realizadas no gabinete da Presidência e em outros setores da Câmara.
No Legislativo, teriam sido recolhidos equipamentos eletrônicos e oito caixas com documentos.
A investigação apura se o dinheiro teria sido depositado em contas bancárias relacionadas ao presidente da Câmara, a um ex-secretário municipal de Habitação e Urbanismo e a um servidor que atuava no setor tributário da Prefeitura.
Ainda de acordo com as informações preliminares, o suposto pagamento estaria relacionado à liberação de uma obra embargada. As circunstâncias do caso, a identificação completa dos investigados e os indícios reunidos pelo Ministério Público ainda não foram oficialmente detalhados.
Até a publicação da nota do MP-PR, as informações sobre o valor supostamente pago, a finalidade do dinheiro e a participação atribuída a cada investigado devem ser tratadas como elementos em apuração. O cumprimento de mandados de busca não representa condenação.
Em nota, Câmara diz que não teve acesso aos autos
A reportagem do Paraná Central encaminhou solicitação à Diretoria de Comunicação da Câmara Municipal para obter o posicionamento oficial da instituição.
Em nota oficial, a Câmara Municipal confirmou que o mandado de busca e apreensão foi cumprido em suas dependências por determinação da 2ª Vara Criminal da Comarca de Guarapuava, em procedimento requerido pelo Ministério Público do Paraná.
Segundo o Legislativo, representantes da Casa acompanharam a diligência e asseguraram aos agentes o acesso necessário, “sem qualquer oposição ou embaraço”. A Câmara informou que ainda não teve acesso aos autos e, por isso, desconhece os elementos e os fundamentos da investigação.
A instituição afirmou que não fará considerações sobre o mérito do caso neste momento. Também reafirmou o compromisso com a legalidade, a transparência e o funcionamento regular das instituições e disse que prestará os esclarecimentos pertinentes depois de conhecer integralmente o procedimento.
A nota não apresenta uma manifestação individual do presidente da Câmara, Pedro Moraes (MDB), sobre as suspeitas investigadas.
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