Movimento Cursilhista completa 57 anos e forma novas lideranças em Guarapuava
Duas turmas reuniram 66 jovens em agosto; iniciativa da Igreja Católica já realizou mais de 200 edições na Diocese e estima ter alcançado cerca de 10 mil pessoas
09/09/2026
No Cursilho, jovens e adultos participam de encontros de reflexão, espiritualidade e convivência comunitária. A experiência incentiva os participantes a levar os valores cristãos à família, ao trabalho e à sociedadeO Movimento de Cursilhos de Cristandade completa 57 anos de atuação em Guarapuava e mantém o propósito de formar novas lideranças inspiradas nos valores e nas orientações do catolicismo. A renovação ganhou mais um capítulo no fim de agosto, quando uma nova turma de cursilhistas concluiu três dias de atividades promovidas pela Diocese.
Entre os dias 27 e 30 de agosto, o 30º Cursilho Masculino para Jovens reuniu 38 participantes. Antes disso, de 13 a 16 de agosto, outras 28 jovens participaram da 30ª edição feminina. Ao todo, 66 pessoas passaram pela experiência de reflexão, espiritualidade e convivência comunitária.
A edição masculina encerrou o calendário de retiros do movimento em 2026.
O movimento entre as mulheres também é representativo.
Por outro lado, há turmas de 18 a 30 anos, dando continuidade a uma história iniciada em há quase seis décadas, num trabalho contínuo da Igreja Católica para envolver diferentes gerações na vida religiosa e comunitária.
O que é o Cursilho
O Cursilho é um movimento da Igreja Católica dedicado à formação de cristãos conscientes de sua vocação e responsabilidade na sociedade. A proposta não se limita à preparação de pessoas para exercer funções dentro da instituição religiosa.
O objetivo é incentivar homens e mulheres a levar os valores do Evangelho aos ambientes em que vivem, como família, trabalho, universidade, grupos de amigos e comunidade. O movimento procura unir espiritualidade, participação social e atitudes cotidianas.
Como funciona a experiência
O encontro começa na quinta-feira e termina no domingo. Durante os três dias, os participantes acompanham reflexões, orações, celebrações, testemunhos, dinâmicas e atividades coletivas.
A programação busca proporcionar três encontros: consigo mesmo, com Cristo e com a comunidade. As atividades são conduzidas principalmente por leigos que já participaram do movimento, com a colaboração de sacerdotes em momentos específicos.
Na Diocese de Guarapuava, os cursilhos são realizados na Casa de Líderes, em Guarapuava, e na Casa São José, no setor de Pitanga.
Quem pode participar
Os encontros para jovens são direcionados a pessoas solteiras de 18 a 30 anos, faixa marcada por escolhas profissionais, afetivas, pessoais e espirituais. Para os adultos, a participação é aberta a pessoas com mais de 30 anos e também a casados, independentemente da idade.
O movimento busca participantes dispostos a refletir sobre a própria trajetória, fortalecer a fé e assumir responsabilidades dentro e fora da comunidade religiosa.
Uma história iniciada em 1969
O Movimento de Cursilhos surgiu na Espanha, sob influência de jovens ligados à Ação Católica e das peregrinações a Santiago de Compostela. Eduardo Bonnín é reconhecido como um dos principais nomes de sua formação.
A iniciativa chegou ao Brasil em 1962. Em Guarapuava, começou em 1969, por iniciativa de Dom Frederico Helmel. Leigos enviados a outra diocese conheceram a experiência e, ao retornarem, ajudaram a implantar o movimento na região.
Até 2026, a Diocese realizou 87 edições do Cursilho Masculino para Adultos, 85 do Feminino para Adultos e 30 edições de cada modalidade destinada aos jovens. Com base na média histórica de participantes, o movimento estima que aproximadamente 10 mil pessoas já tenham passado pelos encontros.
O "Quarto Dia"
A formação não termina no domingo. A etapa posterior é chamada de “quarto dia” e começa quando o participante retorna à rotina e procura colocar em prática o aprendizado construído durante o encontro.
Os cursilhistas são incentivados a participar da comunidade e das atividades da Igreja, mas também a exercer liderança na família, no trabalho e na sociedade.
A missão, segundo o movimento, é transformar a fé em ações, relacionamentos e escolhas capazes de produzir mudanças nos ambientes cotidianos.
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