Ministro do TSE barra Deltan ao Senado e determina votos nulos no Paraná
A decisão determina que os votos destinados ao ex-procurador sejam considerados nulos e ocorre a poucas horas da eleição deste domingo (4).
03/10/2026
O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), indeferiu neste sábado (3) o registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo ParanáO ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), indeferiu neste sábado (3) o registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. A decisão determina que os votos destinados ao ex-procurador sejam considerados nulos e ocorre a poucas horas da eleição deste domingo (4).
A medida reverte a autorização concedida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). Embora tenha efeito sobre a votação, foi tomada individualmente pelo relator.
A decisão ainda será analisada pelo plenário do TSE, o que impede tratá-la, neste momento, como encerramento definitivo do processo.
Cassação do mandato de deputado influenciou decisão
Floriano retomou o entendimento que levou à perda do mandato de deputado federal de Deltan em 2023. Para o TSE, a saída do Ministério Público Federal ocorreu em circunstâncias que caracterizaram tentativa de escapar de possíveis consequências disciplinares previstas na Lei da Ficha Limpa.
O relator considerou que não surgiu fato novo capaz de justificar uma mudança nessa interpretação. O TRE-PR havia adotado conclusão diferente ao permitir a candidatura deste ano.
O impacto na disputa pelo Senado
Deltan chegou à véspera da votação entre os nomes mais competitivos. Na pesquisa Quaest/RPC divulgada neste sábado, aparece com 21% dos votos válidos, empatado numericamente com Alexandre Curi (Republicanos). Filipe Barros (PL) registra 25%, e Gleisi Hoffmann (PT), 15%.
O levantamento foi coletado antes da nova decisão e, portanto, não mede a reação dos eleitores ao indeferimento. Seus resultados não permitem apontar quem receberá eventual apoio de pessoas que pretendiam votar em Deltan.
Na análise do cenário, a decisão abre uma disputa pela revisão dessas escolhas na reta final. Barros, Curi, Gleisi e os demais concorrentes podem buscar esse eleitorado, mas a afinidade política, o conhecimento da decisão e a disposição para mudar o voto serão fatores relevantes. Não há pesquisa posterior à medida, entre as fontes consultadas, que permita quantificar esse movimento.
Votos a Deltan serão anulados
Pela determinação divulgada, os votos dados a Deltan serão considerados nulos. Eles não se transformam em apoio a outro concorrente. Uma eventual mudança na distribuição eleitoral depende de o próprio eleitor escolher outro nome na urna.
Também não é possível retirar Deltan da pesquisa e redistribuir seus 21% como se fossem votos já disponíveis aos adversários. Intenção de voto é um retrato anterior à decisão, e os eleitores podem reagir de formas diferentes, inclusive mantendo a escolha ou optando pelo voto em branco ou nulo.
Duas escolhas, sem segundo turno
Neste domingo, os paranaenses escolherão dois senadores. Cada eleitor tem dois votos, que devem ser destinados a candidatos diferentes. A eleição para o Senado é decidida por maioria relativa: vencem os mais votados, sem segundo turno.
A proximidade entre a decisão e a abertura das urnas acrescenta incerteza à disputa. O principal reflexo político será conhecido na votação: quantos eleitores tomarão conhecimento da medida a tempo e como reorganizarão suas duas escolhas para representar o Paraná no Senado.
Todo mundo fala
-
SEGURANÇA Megaoperação deixa três mortos e prende quatro em Guarapuava e Campina do Simão -
TEMPORegião de Guarapuava em estado de alerta para chuvas e ventos intensos nesta 6ª feira -
OBITUÁRIOComoção em Guarapuava: morre o empresário Joldmar Baroni Kuster, aos 53 anos -
TEMPOGuarapuava entra em alerta para tempestades com ventos acima de 70 km/h e granizo
