Mais um suspeito de participar do atentado é detido pela PM
Conhecido como Urso, ele tem ferimentos na perna, que podem ser estilhaços de arma de fogo
21/04/2022
Imagem ilustrativa: suspeito está recolhido na Polícia Civil e apresentou contradições ao relatar onde se encontrava no dia da tentativa de assalto, segundo a Polícia Militar
Um homem de 29 anos, identificado pelas iniciais B.F e pelo apelido de Urso, foi apresentado pela Polícia Militar (16º BPM) à 14ª Subdivisão Policial de Guarapuava, nesta quarta-feira, como mais um suspeito de participar da tentativa de assalto à transportadora de valores ProForte. Ele apresenta um ferimento na coxa esquerda, supostamente provocado por estilhaços de arma de fogo. O médico de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), segundo a PM, confirmou que o ferimento foi originado por tiro.
O suspeito mostrou contradições ao ser questionado sobre onde estava no dia do atentado, o que reforça as impressões da PM de que pode ter relações com os assaltantes. Ele está em poder da Polícia Civil, que coordena o inquérito que apura todas as circunstâncias que envolveram o ataque contra o quartel do Batalhão da PM e a ação dos criminosos para roubar dinheiro da transportadora de valores, na noite de domingo para segunda-feira, no Bairro dos Estados.
Em nota distribuída à imprensa na noite de desta quarta-feira, a comunicação do 16º BPM relatou que o setor de inteligência chegou até Urso na segunda-feira 18, após receber denúncia anônima. O ferimento na perna de Urso, ocorrido na mesma data do assalto, levou o informante a acionar a polícia. Num primeiro momento, os policiais se deslocaram à casa dele, mas não o encontraram. Na terça-feira, veio a informação de que o suspeito tinha retornado à residência e uma equipe se deslocou para fazer a detenção.
CONTRADIÇÃO
A primeira versão de Urso aos policiais, segundo a nota distribuída à imprensa, é de que ele no dia do assalto estava na chácara de um tio no distrito de Guará e que o ferimento foi causado dentro do mato. A equipe foi até a chácara e ouviu de uma parente de Urso que “há anos” ele não aparecia por lá. Nesse momento, o suspeito, diz a nota da PM, passou a dizer que o machucado foi ocasionado pela “lança de uma grade”.
Na UPA do Batel, o médico que atendeu Urso relatou aos policiais que o ferimento estava sem curativo e teria sido causado “há três dias”; portanto, na data do atentado. A PM também recolheu um moleton com mancha de sangue.
Imagem do primeiro suspeito detido pela PM, segunda-feira, que foi solto por falta de provas. A foto e o boletim de ocorrência lavrado pela PM estão circulando em redes sociais
Na noite de segunda-feira, outro homem foi detido como suspeito de participar da tentativa de assalto e acabou solto horas depois porque não havia provas contra ele ou mesmo que justificassem uma prisão preventiva. Assim mesmo, o boletim de ocorrência e a foto do suspeito circularam por plataformas de redes sociais. No BO, está escrito que uma das suspeitas é porque o implicado estava com a tela do computador ligado em sites com informações sobre o assalto.
O delegado-chefe da 14ª SDP, Rubens Miranda Junior, que preside o inquérito sobre as ações dos assaltantes, não compareceu à coletiva de imprensa na segunda-feira com a presença do secretário de Estado da Segurança Pública, coronel Romulo Marinho Soares, e o comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, Hudson Nelson Teixeira. A justificativa é de que o delegado preferiu acompanhar a perícia no local do assalto e, também, de que há orientação do Sindicato dos Delegados para não se pronunciar em nenhuma ocasião. Os policiais civis estão em movimento salarial e ameaçam entrar em greve.

