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Guarapuava recebe debate sobre cobrança pelo uso da água na bacia do Rio Jordão

Comitê reúne representantes de sete municípios na quinta-feira (5); pauta inclui estudos sobre cobrança e planejamento para 2027

01/11/2026
A empresa Dalba é responsável pela usina na Vila do Jordão. Além da geração de energia, o empreendimento provocou um grande impacto no parque com maior frequência popular em GuarapuavaA empresa Dalba é responsável pela usina na Vila do Jordão. Além da geração de energia, o empreendimento provocou um grande impacto no parque com maior frequência popular em Guarapuava

Guarapuava sediará, na quinta-feira (5), uma reunião do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Jordão que dará início às discussões sobre estudos para a cobrança pelo uso dos recursos hídricos. O encontro será presencial, às 9h, na Rua Vicente Machado, 3.990, na Vila Carli, e também tratará das prioridades de trabalho para 2027.

A pauta prevê uma apresentação introdutória sobre a cobrança e a criação de uma câmara técnica específica para analisar o assunto. O anúncio não estabelece valores, data de implantação ou início de cobrança. Trata-se de uma etapa de discussão e organização dos estudos no âmbito do comitê.

Além de Guarapuava, a área de atuação do colegiado abrange Candói, Foz do Jordão, Reserva do Iguaçu, Campina do Simão, Pinhão e Inácio Martins.

Na segunda reunião ordinária de 2026, os integrantes também vão discutir a elaboração e a aprovação do relatório anual de atividades e do plano de trabalho para o próximo ano.

O que é o CBH do Rio Jordão

CBH significa Comitê de Bacia Hidrográfica. No caso do Rio Jordão, é o colegiado que reúne representantes do poder público, dos setores que utilizam água e da sociedade civil para compartilhar decisões sobre a gestão dos recursos hídricos em sua área de atuação.

A bacia hidrográfica é o território no qual a água das chuvas escoa para um rio principal e seus afluentes. Por isso, a discussão ultrapassa os limites de um único município: decisões e intervenções em uma parte da bacia podem produzir efeitos em outras áreas.

O comitê possui atribuições normativas, deliberativas e consultivas e é vinculado ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos do Paraná. Sua finalidade é contribuir para a aplicação da política estadual e assegurar a participação da sociedade na gestão das águas.

O Instituto Água e Terra (IAT), órgão gestor do Sistema Estadual de Recursos Hídricos, atua como secretaria executiva e oferece apoio técnico e financeiro aos comitês.

O que será discutido sobre a cobrança

A reunião em Guarapuava deverá abrir uma frente de estudos sobre o uso dos recursos hídricos na bacia. A câmara técnica proposta terá a função de concentrar a análise do tema.

A divulgação do encontro não detalha modalidades de uso, critérios ou valores. Também não apresenta uma decisão de cobrança aos moradores. Esses pontos não podem ser tratados como definidos a partir da pauta anunciada.

Para os sete municípios abrangidos, o encontro será uma oportunidade de acompanhar como o assunto será encaminhado e quais prioridades integrarão o planejamento de 2027.

Médio Iguaçu terá reunião na terça-feira

Antes do encontro em Guarapuava, o Comitê dos Afluentes do Médio Iguaçu se reunirá na terça-feira (3), às 14h, com transmissão pelo YouTube.

A pauta inclui a alteração de enquadramento de canais e afluentes ligados ao Rio do Colono, em União da Vitória, e uma proposta de termo de referência para pedidos de reenquadramento de corpos hídricos.

Esse colegiado abrange, total ou parcialmente, 20 municípios, entre eles Pinhão, Inácio Martins, Irati, Rebouças e Reserva do Iguaçu.

Serviço

  • A 2ª Reunião Ordinária de 2026 do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Jordão será realizada na quinta-feira, 5 de novembro, às 9h, na Rua Vicente Machado, 3.990, Vila Carli, em Guarapuava. Informações sobre os comitês e suas agendas estão disponíveis no site do IAT, na seção “Gestão das Águas”.

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