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Guarapuava está entre as cidades com mais acidentes com aranhas no Paraná

Calor do verão aumenta risco e exige prevenção e atendimento imediato

17/01/2026

Com 2.238 acidentes registrados entre 2023 e 2025, a região de Guarapuava aparece como a quarta com maior número de notificações envolvendo aranhas no Paraná, atrás apenas da Região Metropolitana de Curitiba, Ponta Grossa e Pato Branco. O dado, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), acende um alerta em meio às férias escolares e às altas temperaturas do verão, período em que cresce a circulação de animais peçonhentos e a necessidade de medidas preventivas dentro de casa e de procura imediata por atendimento médico em caso de picada.

Dados preliminares do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) mostram que o Paraná contabilizou mais de 28 mil acidentes com aranhas entre 2023 e 2025. Apenas em 2025, foram 8.467 registros, número ainda sujeito a atualização. A maior concentração ocorreu na 2ª Regional de Saúde (Metropolitana de Curitiba), com 8.297 casos, seguida pela 3ª RS de Ponta Grossa (3.076), 5ª RS de Guarapuava (2.238) e 7ª RS de Pato Branco (2.087).

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, o período exige vigilância contínua. “O calor do verão aumenta a movimentação desses animais. A prevenção, especialmente dentro das 

Aranha-marrom lidera casos

As espécies de maior relevância médica no Estado são a aranha-marrom (Loxosceles) e a aranha-armadeira (Phoneutria). Pequena, de hábitos noturnos e pouco agressiva, a aranha-marrom é responsável pela maioria dos acidentes domésticos. Ela costuma se esconder em locais escuros e pouco movimentados, como atrás de móveis, rodapés, quadros e caixas. Entre 2023 e 2025, foram mais de 11 mil acidentes com essa espécie no Paraná.

Já a aranha-armadeira, associada a ambientes externos como troncos, entulhos e bananeiras, também pode ser encontrada dentro de casas, especialmente em sapatos e cortinas. Conhecida pelo comportamento defensivo, sua picada provoca dor imediata e intensa. No mesmo período, o Estado notificou 3.792 acidentes com a espécie.

Sintomas podem evoluir rapidamente

Os efeitos da picada variam conforme a aranha. No caso da armadeira, a dor surge no momento do acidente e pode vir acompanhada de náuseas e vômitos. A picada da aranha-marrom, por outro lado, pode passar despercebida inicialmente, mas evoluir horas depois para uma lesão escurecida e endurecida, com risco de necrose e feridas de difícil cicatrização. Em situações raras, há comprometimento sistêmico, com escurecimento da urina, sinal de gravidade.

A orientação da Sesa é clara: procurar imediatamente um serviço de saúde ao suspeitar de picada. Se possível, o animal — ou uma foto — deve ser levado para auxiliar na identificação. Recomenda-se lavar o local com água e sabão, manter o membro elevado e aplicar compressas mornas. Não se deve fazer torniquete, furar a ferida ou usar substâncias caseiras, como pó de café ou terra.

Rede preparada, mas prevenção é chave

Especialistas reforçam que medidas simples reduzem significativamente o risco de acidentes: sacudir roupas e calçados antes de usá-los, afastar camas das paredes, vedar frestas, instalar telas em ralos e manter quintais e jardins limpos, sem entulho ou lenha acumulada.

Confira medidas simples que ajudam a evitar acidentes:

  • No quarto: afastar camas e berços das paredes e evitar que roupas de cama encostem no chão.
  • Vestuário: sacudir roupas e sapatos antes de usá-los.
  • Barreiras: vedar soleiras de portas, janelas e usar telas em ralos de chão, pias e tanques.
  • Limpeza: manter jardins limpos, grama aparada e evitar o acúmulo de entulhos ou lenha junto às paredes.

Para informações, a população e os profissionais de saúde podem entrar em contato com um dos quatro Centros de Informação e Assistência Toxicológica que compõem a rede CIATox do Paraná, com suporte especializado 24 horas:

  • CIATox Paraná: 0800 0410 148
  • CIATox Londrina: (43) 3371-2244
  • CIATox Maringá: (44) 3011-9127
  • CIATox Cascavel: (45) 3321-5261

Em caso de dúvida ou emergência, a população pode recorrer aos canais do CIATox, que funcionam 24 horas por dia e orientam tanto cidadãos quanto profissionais de saúde.

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